Bloco Cafuçu leva irreverência e tradição ao Centro Histórico de João Pessoa hoje (28)

Carnaval irreverente, cheio de alegria, embalado pela música brega. Assim é definido o Cafuçu – bloco já tradicional do Folia de Rua de João Pessoa, que arrasta foliões para o Centro Histórico da Capital. O encontro é nesta sexta-feira (28), a partir das 20h, com três pontos de concentração: Praça Rio Branco, Praça Dom Adauto e Avenida General Osório. A expectativa da organização é de que até 150 mil pessoas compareçam à festa.

O Cafuçu é um bloco que convida os foliões a se desprender das amarras da moda fashionista. Aquele que se veste de forma desconstruída e o mais diferente possível, é quem melhor entende e encarna o estilo cafuçu de ser. 

Para o jornalista Élison Silva, a fantasia para brincar no Cafuçu é coisa séria. Ele visita os shoppings populares e as lojas de Mangabeira para encontrar roupas e adereços que ajudem a montar o “look perfeito”. Segundo ele, a diversão do bloco já começa aí, na escolha do figurino. “Eu saio no Cafuçu desde 2008. Desde então, acredito que não fui apenas nos anos da pandemia e em 2017, quando estava no Rio de Janeiro para o Carnaval. A proposta de visual e música brega me encantam muito. E quando você vai ao bloco, sente uma energia muito boa”, comenta.

Reunir um grupo de amigos é outro elemento chave para brincar o Cafuçu. Isso porque a “competição” do melhor look é inevitável. “Dalice, uma das fundadoras do bloco, tinha o costume de chamar o povo de cafuçu quando via alguma coisa estranha no modo de agir ou se vestir das pessoas. O nome do bloco vem daí”, explica Buda Lira, um dos diretores e fundadores do Cafuçu.

Buda Lira conta que o bloco surgiu no embalo do sucesso das Muriçocas do Miramar, que desfilam tradicionalmente na quarta-feira que antecede o Carnaval. Segundo ele, o crescimento das Muriçocas impulsionou o surgimento de outros blocos icônicos, como Cafuçu, Virgens de Tambaú e Imprensados.

O impacto desse movimento fortaleceu a cultura carnavalesca da cidade, ampliando a diversidade de manifestações populares e consolidando o pré-Carnaval como um dos momentos mais aguardados pelos foliões.

“Nós tivemos também a sorte de escolher a sexta-feira de Carnaval. Quando o bloco surgiu, pensamos assim: ‘não vamos fazer na terça, porque na quarta tem as Muriçocas. Na quinta não dá certo não, porque depois da Muriçocas, ninguém vai sair não. Aí definimos a sexta”, revela.

Para Élison, folião assíduo do Cafuçu, o diferencial do bloco é o clima em torno da festa. “O brega acaba sendo muito agregador. Não que outros estilos de música não sejam, mas por ser música antiga e marchas de frevo tradicionais, o público acaba sendo diferente dos grandes blocos de arrasto”, comenta o jornalista.

Imagem ilustrativa

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