De 14 a 21 de março, o Brasil alerta para a Semana Nacional para Prevenção e Tratamento do distúrbio que afeta milhões de brasileiros, principalmente mulheres
O Dia Nacional da Incontinência Urinária é comemorado no dia 14 de março e, até dia 21 do mês, acontece também a Semana Nacional para Prevenção e Tratamento da Incontinência Urinária. Trata-se de um distúrbio que causa a perda involuntária da urina pela uretra. No Brasil, o problema afeta 10 milhões de brasileiros, sendo 45% das mulheres e 15% dos homens acima dos 40 anos, segundo dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).
Tipos, sintomas e diagnóstico
A incontinência urinária, que é mais frequente no sexo feminino, pode acontecer tanto quando há perda grande e incontrolável de urina, como quando há pequenos escapes diários. “Em alguns casos, a pessoa não consegue segurar a urina ao fazer esforços como tossir ou espirrar ou a vontade de urinar é tão forte que não dá tempo de chegar a um banheiro”, exemplifica Bruna Andrade, fisioterapeuta da clínica Fisio FPS.
Diversos fatores influenciam o surgimento da condição, como envelhecimento, gestação, parto, obesidade, cirurgias pélvicas, estresse emocional, infecção do trato urinário, etc. Além de estar atento a todos esses sintomas, o diagnóstico é feito de forma clínica, através da queixa do paciente e, caso necessário, são solicitados alguns exames complementares. Bruna enfatiza que, caso haja sintoma, pode haver o primeiro contato com o fisioterapeuta sem necessariamente ter encaminhamento médico.
Tratamento
A incontinência urinária pode ser tratada e, em muitos casos, até prevenida. Entre as abordagens mais eficazes está a fisioterapia do assoalho pélvico, tratamento de primeira linha que desempenha um papel fundamental no fortalecimento da musculatura responsável pelo controle da bexiga. “A fisioterapia contribui significativamente para o fortalecimento do assoalho, auxiliando no tratamento e prevenção de suas disfunções. Além disso, também ensina o paciente a coordenar melhor os movimentos musculares desta região, trazendo maior controle e funcionalidade”, explica a fisioterapeuta.
O tratamento fisioterapêutico é individualizado. “O treino do assoalho pélvico, considerado padrão ouro, é indicado para todas as pacientes, sendo realizado sob supervisão profissional”, afirma. Além disso, os pacientes recebem orientação para dar continuidade aos exercícios em casa.
Atendimento – A Clínica Fisio FPS, localizada na Faculdade Pernambucana de Saúde, na Imbiribeira, oferece atendimento para fisioterapia do assoalho pélvico nas segundas, terças e quintas, das 7h às 12h. O espaço também oferece outros serviços, de segunda à sexta (7h às 18h). Todos gratuitos para as comunidades de Tijolos e Tijolinhos. Já para o público em geral, os valores são simbólicos. Para marcação e maiores informações, o contato pode ser feito pelo telefone 3312-8268, Whatsapp 9.7335-5602 ou presencial.