Dia Mundial da Saúde 2025 inicia campanha global pela saúde materna e neonatal

Imagem: Freepik

No Rio Grande do Norte, especialista destaca avanços e desafios na proteção à vida de gestantes e recém-nascidos

Na próxima segunda-feira (07), Dia Mundial da Saúde, será lançada a campanha global “Inícios saudáveis, futuros esperançosos”, coordenada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Com duração de um ano, a iniciativa tem como propósito mobilizar governos, profissionais da saúde e a sociedade civil na intensificação de ações voltadas à prevenção de mortes evitáveis entre mães e recém-nascidos. Além disso, a campanha busca promover o bem-estar das mulheres, por meio da disseminação de informações e orientações voltadas à gestação, ao parto seguro e ao cuidado pós-natal. 

Atualmente, o Rio Grande do Norte ainda enfrenta desafios importantes no campo da saúde materna e infantil. Entre 2019 e 2023, a taxa de mortalidade materna no estado oscilou entre 149,7 e 55,8 óbitos a cada 100 mil nascidos vivos, segundo dados do Ministério da Saúde. Já a mortalidade infantil segue como uma preocupação, com índice de 11,16 óbitos por mil nascidos vivos registrados em 2023.

Apesar dessas fragilidades, o estado tem registrado avanços importantes. Segundo dados do Ministério da Saúde, a cobertura da atenção primária à saúde alcançou 81,69% da população potiguar em 2023 — um índice 1,96% superior à média nacional. O resultado reflete os esforços conjuntos para ampliar o acesso da população aos serviços básicos de saúde.

Robinson Dias, presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Rio Grande do Norte (Sogorn), destaca a importância de iniciativas como a campanha. “A redução da mortalidade materna evitável é uma prioridade. Precisamos de iniciativas sólidas que promovam o planejamento reprodutivo e utilizem dados epidemiológicos consistentes para embasar ações eficazes.”

O Dia Mundial da Saúde 2025 serve como um lembrete da necessidade contínua de fortalecer políticas e práticas que garantam a saúde materna e neonatal. “No Rio Grande do Norte, é essencial que governos, profissionais de saúde e a sociedade civil trabalhem juntos para enfrentar os desafios existentes e construir um futuro mais promissor para mães e bebês”, finaliza Robinson Dias.

Fonte: Assessoria de imprensa

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