Na luta contra a obesidade infantil, Brasil acumula dados alarmantes

Predominância do consumo de produtos ultraprocessados entre crianças de 6 a 23 meses de idade é de 80,5%. Especialista afirma que alimentação saudável e prática de exercícios são indispensáveis ao combate desta e de outras doenças. Foto: Divulgação

O Dia Mundial da Conscientização Contra a Obesidade Infantil, 3 de junho, é especialmente relevante para o Brasil. Isto porque a cada sete crianças brasileiras, uma está com excesso de peso ou obesidade. Os dados são do Ministério da Saúde, divulgados em 2023. Atualmente, a comunidade científica nacional e internacional acredita que a doença é um problema multifatorial, portanto, mais complexo. A má alimentação e o sedentarismo permanecem na lista de riscos.

“Crianças que hoje são obesas têm uma grande chance de virarem adultos obesos. E isso vai aumentar a chance das complicações como diabetes, hipertensão, que leva ao risco maior de doenças coronarianas, de infarto. Essas crianças também têm dislipidemia mais cedo e na idade adulta, com aumento da possibilidade de colesterol e triglicerídeo altos”, alerta Thiago Arruda, endócrino pediatra do Hospital Santa Joana Recife, da Rede Américas. Segundo especialistas, também estão por trás da obesidade fatores genéticos, neuronais, endocrinológicos e comportamentais, como passar mais tempo em frente às telas, aumentando o sedentarismo, e o crescimento do consumo de ultraprocessados.

De acordo com o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI), mais de 80% dos bebês consomem ultraprocessados, que não são propriamente alimentos. “Uma vez diagnosticada a obesidade, vamos atrás das possíveis causas. Mas a grande maioria das vezes é resultado do estilo de vida, então o tratamento vai se basear na mudança do modo de viver: melhorar a forma de alimentação, estimular a prática de atividade física regular. E aí, em alguns casos mais graves, ou nas crianças mais velhas, ou que não têm essa resposta de forma satisfatória, é que a gente pode entrar em uso de medicamentos. Mas esse uso é bem específico, é bem restrito, na verdade. Vai depender da idade da criança, os efeitos colaterais, a liberação da medicação de acordo com a faixa etária. E muitas vezes não adianta você fazer o tratamento medicamentoso se a criança não tem realmente a mudança dos hábitos”, esclareceu o médico Thiago Arruda.

Compartilhe o post:

VEJA MAIS NOTÍCIAS

Centro Automotivo da Ferreira Costa de Natal reúne serviços do check-list de viagem e condições especiais durante o Mês do Automóvel

Foto: Magnific O feriadão de 7 de setembro costuma marcar a largada da temporada de praia no Nordeste. É quando cresce a...

Internacionalização do setor imobiliário amplia referências e tendências para novos empreendimentos no Brasil

Foto: Acervo Capa Concepts. Tendências que ganham espaço em mercados internacionais influenciam a concepção de novos produtos imobiliários no Brasil. Essa troca...

Abre e fecha 7 de Setembro: confira o horário de funcionamento do MAG Shopping, Assaí, Ferreira Costa e Ville des Plantes em João Pessoa

Foto: Divulgação Quem pretende aproveitar o feriado da Independência do Brasil, nesta segunda-feira (7), deve ficar atento aos horários de funcionamento de...

plugins premium WordPress