Foto: Bruno Concha e Jefferson Peixoto/Secom PMS
O Salvador Vai de Bike, sistema de bicicletas compartilhadas da capital baiana, se consolida como uma das principais iniciativas de mobilidade urbana sustentável do Brasil. Em 2025, o programa superou a marca de 7,1 milhões de viagens realizadas por mais de 600 mil usuários cadastrados, reforçando o compromisso da cidade com soluções inteligentes de transporte.
Mobilidade sustentável: como funciona o Salvador Vai de Bike
Criado há sete anos, o sistema é conhecido pelas tradicionais “laranjinhas”, bicicletas que podem ser retiradas em 67 estações espalhadas por Salvador. A frota atual é de 650 bicicletas, sendo 220 elétricas, que tornam os trajetos mais acessíveis ao vencer ladeiras e facilitar o deslocamento em temperaturas elevadas.
As bicicletas elétricas em Salvador foram implementadas há dois anos e são destaque na operação. Segundo Liana Oliva, coordenadora do Movimento Salvador Vai de Bike (MSVB), cada bike elétrica faz, em média, cinco viagens por dia.
“A bicicleta elétrica facilita o uso diário por reduzir o esforço físico, especialmente em uma cidade com relevo e clima desafiadores como Salvador”, explica Liana.
Novas estações em 2025: veja os bairros contemplados
Em 2025, o projeto passou por uma nova fase de expansão com sete novas estações de bicicletas compartilhadas, localizadas nos seguintes pontos estratégicos:
- Imbuí
- Farol da Barra
- Oswaldo Cruz (Rio Vermelho)
- Estações do sistema BRT Salvador
Com essa ampliação, o sistema se torna ainda mais acessível para moradores e turistas, conectando bairros importantes e pontos turísticos da cidade.
Salvador se destaca no uso de bicicletas compartilhadas
De acordo com dados do MSVB, o crescimento do uso das bikes é constante. Salvador está entre as capitais com maior adesão ao sistema de bicicletas públicas no Brasil. Muitos usuários têm o primeiro contato com uma bike urbana por meio do Salvador Vai de Bike e, depois, seguem utilizando o modal de forma independente.
“O programa funciona como porta de entrada para quem adota a bicicleta como meio de transporte no dia a dia”, destaca a coordenadora.
Impacto ambiental positivo: menos CO₂ e mais qualidade de vida
Além da mobilidade, o Salvador Vai de Bike também gera impacto positivo no meio ambiente. A Prefeitura de Salvador estima que o programa já evitou a emissão de mais de 5 toneladas de CO₂ e, mensalmente, economiza cerca de 25 toneladas de dióxido de carbono. A iniciativa também ajuda a reduzir a poluição sonora e o tráfego de veículos motorizados.
“É um transporte de baixo custo, silencioso, limpo e com impacto direto na qualidade de vida da população”, afirma Liana Oliva.
Bike Comunidade: mobilidade nas periferias de Salvador
O projeto também inclui o Bike Comunidade, que opera em regiões sem estações fixas. São 14 centros comunitários ativos com cerca de 140 bicicletas, geridas pelos próprios moradores. Desde sua criação, o programa já beneficiou mais de 1,2 mil pessoas, incluindo estudantes, comerciantes e famílias.
Como usar o sistema de bicicletas em Salvador
O usuário precisa se cadastrar no aplicativo ou site do Bike Salvador (Bike Itaú) e escolher um dos planos disponíveis. No caso das bicicletas elétricas, é cobrada uma taxa extra de R$3,50 a cada 15 minutos de uso. A viagem avulsa custa R$4,90; o passe diário sai por R$9,90; o valor mensal é de R$25,90 e a taxa anual é de R$160.