Com bandeira vermelha em vigor, setor de energias renováveis vira alternativa estratégica na PB

Com a permanência da bandeira vermelha para o mês de julho, anunciada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), consumidores residenciais e empresas passam a pagar um adicional de R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos. O cenário de aumento tarifário, provocado pelo acionamento de usinas termelétricas em razão da menor oferta hídrica no país, reforça a importância da energia solar e de outras fontes renováveis como alternativas viáveis e sustentáveis para o controle de custos e maior previsibilidade orçamentária.

Na Paraíba, o setor de energias renováveis vive uma das fases mais promissoras dos últimos anos. Apenas no primeiro semestre deste ano, foram registradas 5.444 novas conexões de sistemas fotovoltaicos em residências, comércios, propriedades rurais e indústrias, representando um crescimento de 27,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Ao todo, o estado já contabiliza mais de 41.689 unidades geradoras em operação, com projeções que indicam a superação da marca de 10 mil sistemas até o fim do ano.

Para o presidente da Associação Paraibana de Energias Renováveis (APB Renováveis), Rafael Targino, o momento reforça a posição do setor como um pilar de segurança energética. “Em um cenário com bandeira vermelha, a geração renovável deixa de ser apenas sustentável, passa a ser estratégica. Para as empresas, representa segurança energética e proteção orçamentária em meio à volatilidade tarifária”, afirma.

Segundo ele, a alta das tarifas tende a acelerar a busca por soluções energéticas descentralizadas, especialmente por parte de setores industriais e do agronegócio. A adoção de sistemas próprios de geração solar, contratos com usinas parceiras e investimentos em infraestrutura híbrida (solar e armazenamento) têm se tornado alternativas frequentes para garantir maior autonomia e evitar os efeitos imediatos das mudanças na bandeira tarifária.

Além do aspecto financeiro, o setor de renováveis também entrega ganhos ambientais e de reputação. “Ao mesmo tempo em que economizam, os empreendimentos que apostam em energia limpa contribuem com a redução das emissões de carbono e fortalecem suas práticas ESG. Isso já deixou de ser diferencial e passou a ser uma exigência de mercado”, reforça o presidente da Associação.

ICMS
A entidade também alerta para a importância da manutenção dos incentivos fiscais voltados à geração distribuída, como os previstos no Convênio ICMS 101/97, que isenta o imposto sobre a energia compensada no sistema. “O crescimento do setor só será sustentável se vier acompanhado de segurança jurídica e estabilidade regulatória. A APB Renováveis seguirá atuando para garantir esse ambiente favorável ao avanço das energias limpas na Paraíba”, completa Rafael Targino.

O alerta tarifário reforça, mais uma vez, o papel estratégico das energias renováveis no equilíbrio do sistema elétrico nacional. Na Paraíba, a tendência é que mais consumidores passem a considerar a transição energética não apenas como um compromisso ambiental, mas como uma medida de sobrevivência econômica em períodos de crise.

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