Estima-se que mais de 15 milhões de brasileiros sofram com essa condição em diferentes partes do corpo, sendo as mãos uma das regiões frequentemente acometidas. Foto: Divulgação
Com o passar dos anos, é natural que o corpo humano sofra desgastes em diferentes estruturas. Entre as que mais sentem os efeitos da idade estão as articulações das mãos, fundamentais para a realização das atividades mais simples do cotidiano, desde segurar um copo até escrever ou digitar. A artrose nas mãos, também conhecida como osteoartrite, é uma das doenças articulares mais comuns na terceira idade, afetando principalmente mulheres a partir dos 50 anos.
De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), cerca de 15 milhões de brasileiros convivem com artrose, correspondendo a aproximadamente 20% da população adulta nacional. A doença é a principal causa de incapacidade física em idosos no Brasil, e estima-se que mais de 15 milhões de brasileiros sofram com essa condição em diferentes partes do corpo, sendo as mãos uma das regiões frequentemente acometidas.
A artrose se caracteriza pelo desgaste progressivo da cartilagem que reveste as articulações, provocando dor, rigidez, perda de mobilidade e, em estágios mais avançados, deformidades visíveis nos dedos. “Muita gente pensa que é só uma dor passageira ou que está com as mãos cansadas. Mas, quando o incômodo se torna frequente, é importante buscar ajuda médica, pois pode ser um sinal de artrose”, explica a ortopedista especialista em mãos do Instituto de Ortopedia e Trauma do Recife (IOT), Dra. Etelvina Vaz.
As articulações mais afetadas costumam ser as das pontas dos dedos (interfalângicas distais), a base do polegar (articulação trapézio-metacarpiana) e, com menor frequência, as articulações do meio dos dedos. Os sintomas mais comuns incluem dor ao fazer movimentos repetitivos, sensação de “travamento” ou rigidez ao acordar, inchaço e dificuldade para realizar tarefas que exijam força nas mãos, como abrir uma tampa ou segurar uma caneta.
Apesar de estar associada ao envelhecimento, a artrose também pode se manifestar de forma precoce em pessoas que sobrecarregam as articulações das mãos por longos períodos, como digitadores, profissionais que trabalham com atividades manuais intensas e até praticantes de esportes que exigem o uso repetitivo das mãos e punhos.
O diagnóstico é clínico, complementado por exames de imagem como raio-X ou ressonância magnética, quando necessário. Não existe cura definitiva para a artrose, mas é possível controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida com tratamento adequado. “O objetivo é reduzir a dor, manter a função das mãos e evitar a progressão da doença”, reforça a médica. Entre as opções de tratamento estão o uso de anti-inflamatórios, fisioterapia, terapia ocupacional, uso de órteses e, em casos mais graves, procedimentos cirúrgicos.
A prevenção passa por cuidar das articulações ao longo da vida: evitar esforços repetitivos, manter uma boa postura, fortalecer a musculatura e manter um estilo de vida ativo e saudável. “Envelhecer com qualidade de vida inclui também estar atento à saúde das mãos. Elas falam muito sobre como estamos nos movimentando e lidando com o nosso corpo”, finaliza a ortopedista.
Com a expectativa de vida aumentando no Brasil, entender e tratar precocemente os sinais da artrose é um passo importante para garantir autonomia, bem-estar e independência na maturidade.
SERVIÇO:
Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Recife (IOT)
Endereço: Av. Agamenon Magalhães, 4760 – Paissandu – Recife – PE
Instagram: @iot.recife