Especialista orienta pais sobre sono, alimentação e acolhimento emocional para tornar a volta às aulas mais tranquila. Foto: Divulgação
Com o fim das férias, chega também o desafio de retomar a rotina escolar. Horários mais rígidos, menos tempo livre e a necessidade de foco e disciplina podem causar impacto emocional e físico nos estudantes — especialmente nas crianças. Para tornar essa transição mais leve, o suporte de pais, responsáveis e da escola é essencial.
Durante esse período, é comum que algumas crianças apresentem resistência ao retorno, com sinais como choro, ansiedade, estresse ou comportamento mais fechado. Segundo especialistas, essas reações são naturais e devem ser acolhidas com empatia, não repreendidas. “O choro é apenas uma forma da criança expressar seu desconforto diante de mudanças. Validar esse sentimento já é um passo importante para ajudá-la a se adaptar”, explica o diretor do Colégio Motivo, Beto Sá.
A escola retoma as atividades no dia 31 de julho para os alunos do 3º ano do Ensino Médio e no dia 4 de agosto para as demais turmas. Segundo Beto, a chave para uma boa readaptação está em reestabelecer hábitos básicos, como o sono regular e uma alimentação saudável. “Uma criança bem alimentada e descansada consegue manter melhor o foco, a disposição e as relações interpessoais. Isso impacta diretamente no aprendizado”, ressalta.
Além da rotina física, o aspecto emocional também exige atenção. Beto orienta que os pais mantenham uma escuta ativa e sem julgamentos. “Inseguranças e medos são normais, mas quando os pais acolhem e conversam com abertura, a criança se sente respeitada e mais preparada para os desafios do novo semestre.”
Para os especialistas, o segredo está na parceria entre escola e família. Comunicação constante, ambiente seguro e escuta ativa formam a base para um retorno tranquilo e produtivo.