Cirurgião-dentista alerta para sinais ignorados que comprometem treinos, ampliam o cansaço e prejudicam a evolução esportiva. Imagem: Divulgação
A saúde bucal tem ganhado atenção no universo esportivo, especialmente após estudos apontarem que inflamações silenciosas na boca — como periodontite, fraturas dentárias e próteses mal adaptadas — podem comprometer diretamente o rendimento físico. A explicação está no impacto sistêmico dessas infecções, que elevam marcadores inflamatórios, aumentam a sensação de fadiga e retardam a recuperação muscular. Para atletas profissionais, corredores amadores e frequentadores de academia, esse é um fator decisivo que muitas vezes passa despercebido.
De acordo com o cirurgião-dentista especializado em implantodontia Juliano Borelli, o problema não é raro entre quem pratica exercícios intensos. “Muita gente sente queda de energia, dor difusa e dificuldade de recuperação sem imaginar que a origem está na boca. Inflamações periodontais liberam substâncias que afetam diretamente a força, resistência e até o tempo de treino. É uma interferência silenciosa, mas extremamente potente no corpo do atleta”, explica.
Além das inflamações, próteses antigas ou mal ajustadas também podem se tornar vilãs no desempenho esportivo. Durante treinos de alta intensidade, microtraumas repetitivos podem causar dores, tensões faciais, alterações na mordida e até desencadear bruxismo. “Uma prótese desalinhada ou instável muda a dinâmica da mordida, sobrecarrega a musculatura e pode gerar desconfortos que o atleta nem associa ao problema bucal. Esse pequeno desvio, no cotidiano de treino, vira um impacto enorme na performance”, detalha Borelli.
Outro ponto de atenção é o conjunto de sinais que o corpo dá antes de um quadro mais grave. Sangramento gengival, sensibilidade excessiva, mau hálito persistente, dor ao mastigar, estalos na mandíbula e próteses que balançam são alertas que exigem avaliação imediata. “O atleta está muito atento ao joelho, à coluna, ao sono, mas raramente olha para a boca. No entanto, o equilíbrio entre respiração, mastigação e ausência de inflamações é fundamental para treinar bem e recuperar melhor”, reforça o cirurgião-dentista.
Com o aumento do número de corredores de rua, praticantes de musculação e esportes de alta intensidade, especialistas têm chamado a atenção para um cuidado preventivo que vai além do sorriso.
A saúde bucal é parte da biomecânica, da energia e da resposta inflamatória do corpo e pode ser determinante entre evoluir no esporte ou travar no rendimento. Para Borelli, o recado é objetivo: “Saúde bucal não é estética para atleta. É desempenho. Cuidar da boca é cuidar do corpo inteiro”.
Juliano Borelli é cirurgião-dentista com mais de duas décadas de atuação no Brasil e na Europa, referência em implantodontia e em reabilitação oral voltada para qualidade de vida. Formado pela Universidade de Mogi das Cruzes (SP), é mestre e especialista em Implantodontia pela Faculdade São Leopoldo Mandic, com pós-graduação em Prótese sobre Implante pela Associação Brasileira de Odontologia.
Com passagem profissional por Portugal e mais de 10 mil implantes realizados ao longo da carreira, Borelli alia precisão técnica, atualização constante e domínio de tecnologias avançadas. Seu trabalho se destaca por uma abordagem que integra saúde bucal, bem-estar e desempenho funcional, sempre focado na longevidade e na recuperação plena dos pacientes.