Artista leva o álbum Encanto e Poesia a palcos de Pernambuco e do Sudeste, reafirmando a força da ciranda e do maracatu rural na cena cultural brasileira. Fotos: @thayannabarrosfotografia
Depois do lançamento oficial do seu novo álbum, Encanto e Poesia, o cirandeiro e mestre de maracatu Anderson Miguel segue em turnê de divulgação, com uma agenda de shows movimentada em Pernambuco e em outros estados. Assim, no dia 12 de dezembro, ele subiu ao palco da Avenida Rio Branco, no Bairro do Recife, para uma apresentação gratuita e aberta ao público. No dia seguinte, sábado (13), Mestre Anderson chegou em Murupé, distrito de Vicência, também para show gratuito às 21h.
Já no domingo, dia 14 de dezembro, foram realizadas duas apresentações abertas ao público. A primeira delas aconteceu no Engenho Cumbe, em Nazaré da Mata, às 15h. Na sequência, Mestre Anderson aportou na cidade de Lagoa do Carro, às 20h.
A turnê de lançamento continua em janeiro. No dia 10, o cirandeiro volta ao terreiro do Engenho Cumbe para participar da celebração dos 108 anos do Maracatu Cambinda Brasileira, o maracatu rural (de baque solto) mais antigo em atividade no país, do qual Anderson é o mestre. A comemoração reúne ainda o Cavalo Marinho Boi Estrela, a Ciranda Raiz da Mata Norte e ticuqueiros. A realização é da Terno da Mata Produções, com incentivo do Funcultura, Fundarpe e Ministério da Cultura, por meio do Governo do Estado de Pernambuco.
A agenda movimentada vem na esteira de uma circulação que começou no Sudeste. No início de dezembro, Anderson se apresentou no Sesc Vila Mariana (dias 4 e 6) e no Sesc Bauru (dia 7), levando o maracatu rural para o público paulista. De volta a Pernambuco, o mestre cirandeiro também participou da Festa da Padroeira, em Ferreiros, no dia 8.

Com apenas 30 anos, Anderson Miguel vive um momento de destaque, reafirmando-se como um dos grandes nomes de sua geração na cultura popular. O novo álbum, Encanto e Poesia, já disponível nas principais plataformas de streaming, reforça essa fase. O trabalho reúne participações de Lia de Itamaracá, Mestre Canarinho e Laís de Assis, com direção musical de Guilherme Otávio e Jorge Klebeson — professores e músicos de sopro da Ciranda Raiz da Mata Norte.
No disco, lançado pelo selo Terno da Mata e incentivado pelo Funcultura, Lei Paulo Gustavo, Fundarpe, Secretaria de Cultura de Pernambuco, Ministério da Cultura e Governo Federal, o artista explora temas que dialogam com experiências humanas, cotidiano e vivências que ultrapassam a Zona da Mata, sempre com a ciranda como linguagem central.