Volta às aulas aquece comércio de papelarias no Centro do Recife

Procura por material escolar movimenta lojas da área central da capital pernambucana e exige planejamento de pais e responsáveis. Foto: Divulgação CDL Recife

Passadas as festas de fim de ano, o Centro do Recife já vive o ritmo da volta às aulas. Lápis, cadernos, mochilas e artigos de papelaria estão entre os itens mais procurados por pais e responsáveis que antecipam as compras do material escolar, impulsionando o movimento nas lojas da região central da capital.

Tradicional polo de comércio popular e especializado, o Centro reúne papelarias que se prepararam para o aumento da demanda, reforçando estoques e apostando em variedade de marcas, preços e produtos alinhados às tendências do público infantil e juvenil. A expectativa do setor é positiva para este período, considerado um dos mais importantes do calendário do varejo.

“Há boa variedade e preços atrativos ao consumidor, que deve pesquisar na hora de ir às compras”, orienta o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Recife), Fred Leal, ressaltando a importância da comparação de valores para equilibrar o orçamento familiar.

Para atender ao fluxo maior de clientes, muitas papelarias ampliaram o quadro de funcionários e investiram em itens diferenciados, como produtos temáticos, personagens em alta e artigos considerados “fofos”, que costumam agradar estudantes de diferentes idades. A proposta é facilitar a vida do consumidor, permitindo que toda a lista escolar seja comprada em um único local.

“A gente faz uma contratação de pessoal, aumentando o nosso efetivo. Também buscamos no mercado produtos novos, com diferenciais. Aquela papelaria fofa, que os alunos gostam muito, com borrachinhas coloridas, cadernos especiais e acessórios. A ideia é o cliente chegar aqui e encontrar tudo”, explica a gerente de papelaria Ana Virgínia Rocha.

Consumo consciente começa em casa
Se para os lojistas o período representa oportunidade de vendas, para as famílias o momento exige diálogo e planejamento financeiro. A executiva Ana Maria Melo Torres conta que precisou negociar com a filha para evitar gastos excessivos com itens da moda.

“Dialogamos muito em casa sobre valor das coisas e custo-benefício. Minha filha queria um caderno de R$ 170, porque é o da moda. Expliquei que o orçamento não vai mudar e que precisamos pensar se vale a pena pagar isso tudo, considerando os outros itens da lista”, relata.

Atenção ao calendário escolar
Os pais também precisam ficar atentos às datas de retorno às aulas. De acordo com o Governo de Pernambuco, o ano letivo da rede estadual começa em 3 de fevereiro. Já boa parte das escolas privadas inicia as atividades no dia 26 de janeiro, o que encurta o prazo para quem ainda não garantiu o material escolar.

Com o calendário apertado e o aumento da procura, a recomendação é antecipar as compras, pesquisar preços e priorizar o consumo consciente — uma estratégia que ajuda a aliviar o bolso e garante um início de ano letivo mais tranquilo para alunos e famílias.

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