Museu Carlos e Margarida Costa Pinto promove encontro que conecta tradições culturais da Bahia e de Portugal

Correntão – Joias de liberdade (joias crioulas), ouro, Bahia, século XVIII. Acervo MCMCP. Créditos: Aníbal Gondim e Sérgio Benutti.

Evento gratuito reúne apresentação musical e bate-papo com foco em patrimônio material e imaterial, na próxima quarta-feira (14)

O Museu Carlos e Margarida Costa Pinto realiza, na quarta-feira, 14 de janeiro, às 17h, em seu auditório, o encontro “Conexões Culturais – Joias de Liberdade (Bahia) e Cantadeiras do Vale do Neiva (Portugal)”. Aberto ao público e com entrada gratuita, o evento promove um bate-papo seguido de apresentação musical, propondo um diálogo entre o canto tradicional polifônico do Norte de Portugal e as joias de crioula baianas. 

A iniciativa aproxima dois eixos simbólicos conectados historicamente: o canto tradicional minhoto, preservado por grupos femininos do Vale do Neiva, e as joias de crioula baianas, que o Museu vem ressignificando como joias de liberdade. O encontro conta com o apoio do Instituto Sacatar e é fruto da articulação da artista visual e performer portuguesa Rita Guedes Tavares (Rita GT), responsável por trazer à Bahia o grupo Cantadeiras do Vale do Neiva, formado por mulheres dedicadas à preservação do canto tradicional da região do Minho, em Portugal.

O encontro contará com a participação da museóloga Simone Trindade, diretora adjunta cultural do Museu Carlos e Margarida Costa Pinto e especialista em joalheria crioula. Ela vai abordar as conexões históricas, simbólicas e estéticas entre as joias minhotas e as joias de liberdade baianas, destacando o papel das mulheres, da oralidade e da cultura material na construção dessas heranças compartilhadas. 

Fundado em 1982 pelo etnógrafo Manuel Delfim da Silva Pereira, o grupo Cantadeiras do Vale do Neiva é dedicado à pesquisa, recolha, preservação e transmissão do património oral do Vale do Neiva. Seu repertório reúne canções associadas aos ciclos do trabalho agrícola, às romarias e às práticas comunitárias da região minhota. O grupo canta à capela, a várias vozes, mantendo formas tradicionais de interpretação vocal e contribuindo para a salvaguarda do património cultural imaterial. 

O encontro dialoga diretamente com o projeto de Rita GT “O Círculo das Contas de Ouro em Filigrana – Conexões Históricas entre Bahia e Viana do Castelo”, que investiga as relações entre joias minhotas e joias de crioula baianas, estas últimas preservadas pelo Museu Carlos e Margarida Costa Pinto em sua principal coleção museológica. 

Serviço 

Conexões Culturais – Joias de Liberdade (Bahia) e Cantadeiras do Vale do Neiva (Portugal) 

Quando: Quarta-feira, 14 de janeiro, às 17h 

Onde: Auditório do Museu Carlos e Margarida Costa Pinto, no Corredor da Vitória 

Entrada gratuita

Compartilhe o post:

VEJA MAIS NOTÍCIAS

Azul Viagens lança “Torcida Azul” com pacotes especiais para a Copa do Mundo

Foto: Divulgação Operadora de Turismo da Azul aposta em portfólio de pacotes que incluem resorts e hotéis com programação exclusiva para os...

Recife avança como polo de investimentos e reforça importância da educação financeira para novos investidores

Com mais investidores e maior acesso à informação, a capital pernambucana destaca a importância do planejamento e do conhecimento para decisões financeiras...

Tropa do Balacobaco volta aos sertões pernambucanos com a segunda etapa do projeto “A Lenda na Cena”

Grupo de Arcoverde retorna às microrregiões visitadas em 2024 para apresentar as dramatizações dos contos relatados pelos moradores das comunidades. Foto: Kaian...

plugins premium WordPress