Iniciativa da Construtora Carrilho alia qualificação profissional, inclusão social e desenvolvimento sustentável nas comunidades onde atua. Foto: Divulgação
A escassez de mão de obra qualificada é hoje um dos principais desafios estruturais da construção civil no Brasil. Levantamentos de entidades do setor apontam que a dificuldade para encontrar profissionais capacitados já compromete o ritmo de crescimento e a produtividade das obras. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o país precisará qualificar cerca de 1,4 milhão de trabalhadores até 2027 para atender à demanda do mercado, em um cenário marcado por baixa formalização, envelhecimento da força de trabalho e pouca renovação de profissionais.
Diante desse contexto, empresas do setor têm apostado em programas próprios de formação como estratégia para enfrentar déficits históricos e garantir maior eficiência nos canteiros. Em Pernambuco, esse movimento ganha destaque com iniciativas da Construtora Carrilho, que investe na qualificação profissional como resposta direta a um desafio nacional.
Desenvolvido em parceria com o Instituto Joaquim Correia, o Projeto de Formação de Mão de Obra da Construtora Carrilho tem contribuído para ampliar a empregabilidade na construção civil e gerar impacto social positivo nas comunidades do entorno de seus empreendimentos. A iniciativa parte de um olhar voltado às pessoas e ao território, com foco na capacitação prática, na reorientação profissional e na ampliação de oportunidades no mercado de trabalho.
Alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas, especialmente o ODS 04 (Educação de Qualidade) e o ODS 08 (Trabalho Decente e Crescimento Econômico), o projeto foi estruturado em duas frentes complementares ao longo do ano. A primeira reuniu colaboradores da construtora e moradores das áreas vizinhas às obras, promovendo troca de experiências e fortalecendo a inserção profissional. A segunda foi dedicada exclusivamente às mulheres, ampliando o debate sobre equidade de gênero e abrindo espaço para formação e autonomia feminina em um setor historicamente masculino.
Segundo Micheline Souza, gerente de Gente e Gestão da Construtora Carrilho, a proposta é oferecer uma formação prática, conectada à realidade do canteiro de obras e às demandas atuais do mercado. “Nosso objetivo não foi criar um curso técnico formal, mas desenvolver pessoas de forma concreta, ao mesmo tempo em que fortalecemos o desenvolvimento socioeconômico das comunidades onde atuamos. Entendemos que a responsabilidade social é parte essencial do nosso negócio”, afirma.
A iniciativa se consolida, assim, como uma ação estratégica que integra capacitação profissional, inclusão social e desenvolvimento sustentável, reafirmando a qualificação como um instrumento de transformação, geração de oportunidades e valorização de pessoas na construção civil pernambucana.