Espetáculo Três Mulheres Altas com Ana Rosa, Helena Ranaldi e Fernanda Nobre desembarca em Salvador

Foto: Divulgação

O clássico de Edward Albee inicia sua nova turnê nacional, e Salvador está entre as cidades contempladas.O espetáculo será apresentado no Teatro SESC Casa do Comércio, nos dias 24, 25 e 26 de abril.

As atrizes estrelam a montagem que já passou por 28 cidades, acumula indicações a prêmios e já foi assistida por mais de 90 mil espectadores. Dirigida por Fernando Philbert, a peça — que rendeu o Prêmio Pulitzer ao autor — traz uma comédia mordaz que reflete sobre a passagem do tempo por meio de um acerto de contas entre três gerações.

Escrita por Edward Albee (1928–2016) no início da década de 1990, ‘Três Mulheres Altas’ logo se tornou um clássico da dramaturgia contemporânea. Perversamente engraçada — marca registrada do autor —, a peça recebeu o Prêmio Pulitzer e ganhou bem-sucedidas montagens pelo mundo ao trazer o embate de três mulheres em diferentes fases da vida: juventude, maturidade e velhice. Após passar por 28 cidades e ter mais de 90 mil espectadores na plateia, o espetáculo chega a Salvador nos dias 24, 25 e 26 de abril, com apresentações na sexta e no sábado, às 20h, e no domingo, às 17h, no Teatro SESC Casa do Comércio.

Dirigida por Fernando Philbert, a nova versão da peça que traz no elenco Ana Rosa, Helena Ranaldi e Fernanda Nobre, tem tradução de Gustavo Pinheiro e produção da Arte Estudio Entretenimento, de Bruna Dornellas e Wesley Telles, com produção local da Carambola Produções. O espetáculo é apresentado pela Bradesco Seguros, através da Lei Rouanet.

Em seu quarto ano consecutivo em cartaz, o espetáculo segue colecionando plateias lotadas e reconhecimento por onde passa. Nesse percurso a montagem recebeu indicações a grandes prêmios, como: Cesgranrio, Bibi Ferreira e Cenym.

Em cena, as atrizes interpretam três mulheres, batizadas pelo autor apenas pelas letras A, B e C. A mais velha (Ana Rosa), que já passou dos 90, está doente e embaralha memórias e acontecimentos, enquanto repassa a sua vida para a personagem B (Helena Ranaldi), apresentada como uma espécie de cuidadora ou dama de companhia. A mais jovem, C (Fernanda Nobre), é uma advogada responsável por administrar os bens e recursos da idosa, que não consegue mais lidar com as questões financeiras e burocráticas.

Entre os muitos embates travados pelas três, a grande protagonista do espetáculo é a passagem do tempo e também a forma com que lidamos com o envelhecimento. ‘O texto do Albee nos faz refletir sobre ‘qual é a melhor fase da vida?’, além de questões sobre o olhar da juventude para a velhice, sobre a pessoa de 50 anos que também já acha que sabe tudo e, fundamentalmente, sobre o que nós fazemos com o tempo que nos resta. Apesar dos temas profundos, a peça é uma comédia em que rimos de nós mesmos’, analisa o diretor Fernando Philbert.

A última e até então única encenação do texto no Brasil foi logo após a estreia em Nova York, em 1994. Philbert e as atrizes da atual montagem acreditam que a nova versão traz uma visão atualizada com todas as mudanças comportamentais e políticas que aconteceram no mundo de lá para cá, especialmente nas questões femininas, presentes durante os dois atos da peça. Sexo, casamento, desejo, pressões e machismo são temas que aparecem nos diálogos e comprovam a extrema atualidade do texto de Albee.

Sobre o Circuito Cultural Bradesco Seguros
Manter uma política de incentivo à cultura faz parte do compromisso do Grupo Bradesco Seguros considerando a cultura como ativo para o desenvolvimento dos capitais do conhecimento e do convívio social. Nesse sentido, o Circuito Cultural Bradesco Seguros se orgulha de ter patrocinado e apoiado, nos últimos anos, em diversas regiões do Brasil, projetos nas áreas de música, dança, artes plásticas, teatro, literatura e exposições, além de outras manifestações artísticas. Dentre as atrações incentivadas destacam-se os musicais “Bibi – Uma vida em musical”, “Bem Sertanejo”, “Les Misérables”, “70 – Década do Divino Maravilhoso”, “Cinderela”, “O Fantasma da Ópera”, “A Cor Púrpura” e “Concerto para Dois”, além da “Série Dell’Arte Concertos Internacionais” e a exposição “Mickey 90 Anos”.

Informações: www.bradescoseguros.com.br/circuito_cultural

A trajetória de um clássico instantâneo
Escrita em 1991 e lançada em 1994, ‘Três Mulheres Altas’ representou uma virada na trajetória de Edward Albee, que recebeu as suas melhores críticas e viu renascer o interesse por sua obra. Aos 60 anos, ele ganhou o terceiro Prêmio Pulitzer, além de dois Tony Awards e uma série de outros troféus em premiações mundo afora.

A peça tem características autobiográficas e foi escrita pouquíssimo tempo depois da morte da mãe adotiva do autor, que teria inspirado a personagem mais velha. Após abandoná-la aos 18 anos, Albee voltou a ter contato com a mãe em seus últimos dias, quando já estava doente de Alzheimer. No entanto, alguns especialistas em sua obra defendem que a peça não pode ser reduzida a este fato.

‘Três Mulheres Altas’ vai além de ser um retrato de sua mãe. O texto traz o olhar mordaz e perverso – por que não dizer cômico – de Albee para a classe média alta americana e toda a sua hipocrisia, ao falar sobre status, sucesso, sexo e abordar a visão preconceituosa da sociedade e as relações que as três mulheres travam com o mundo, sempre atravessadas pelo filtro machista.

‘Três Mulheres Altas’ estreou na Broadway em 1994, no Vineyard Theatre, e no mesmo ano chegou ao West End, em Londres, no Wyndham’s Theatre, além de iniciar uma turnê pelos Estados Unidos com a montagem americana e render versões na Espanha (‘Tres mujeres altas’) e Portugal. Em 2018, o texto foi remontado na Broadway, com direção de Joe Mantello (‘Wicked’, ‘Take me out’, ‘Assassins’) e estrelado por Glenda Jackson, Laurie Metcalf e Alison Pill. No Brasil, a peça foi dirigida por José Possi Neto, em 1995, e recebeu os prêmios APCA e Mambembe de Melhor Espetáculo.

Sobre Edward Albee
Edward Albee morreu em 2016 aos 88 anos e deixou um imenso legado para o teatro americano com suas 25 peças encenadas e publicadas. Autor de clássicos como ‘Quem Tem Medo de Virginia Woolf?’, ‘Zoo Story’, ‘Equilíbrio Delicado’ e ‘Três Mulheres Altas’, ele recebeu três vezes o Prêmio Pulitzer. Seus textos são marcados por um olhar sarcástico e por uma crítica intensa às convenções e hipocrisias da sociedade tradicional.

Nascido em 1928, ele foi adotado por Reed e Frances Albee, um casal de milionários dono de uma cadeia de teatros na época. Ele cresceu em um bairro de classe média alta cercado dos tipos que iria retratar em seus espetáculos anos mais tarde. Em torno dos 20 anos, sai da casa dos pais definitivamente para viver em Nova York e inicia a sua produção literária.
Em 1957, ao escrever ‘The Zoo Story’, peça de um ato que ecoava o teatro de Samuel Beckett, Jean Genet e Harold Pinter, Albee encontra a consagração inicial de sua exitosa carreira teatral. Em 1962, estreia ‘Quem Tem Medo de Virginia Woolf’, que o levaria ao auge da fama.

Nos anos 90, ‘Três Mulheres Altas’ marca seu retorno ao centro das atenções do cenário teatral nesta que é talvez a mais pessoal e autobiográfica de suas peças.

“A estreia mundial de “Três Mulheres Altas” aconteceu no Teatro Inglês de Viena, Franz Schafranek, Produtor, junho de 1991.

A primeira produção americana foi da River Arts, Woodstock, Nova York, Lawrence Sacharow, diretor de teatro.

A peça teve sua estreia em Nova York no Vineyard Theatre. Elizabeth I. McCann, Jeffrey Ash, Daryl Roth em associação com Leavitt/Fox/Mages apresentaram a produção do Teatro Vineyard no setor Off-Broadway no Teattro Promenade em Nova York.

FICHA TÉCNICA
TRÊS MULHERES ALTAS
Direção: Fernando Philbert
Com: Ana Rosa, Helena Ranaldi e Fernanda Nobre
Tradução: Gustavo Pinheiro
Direção de Produção: Bruna Dornellas e Wesley Telles
Produtora Executiva: Clarice Coelho e Deivid Andrade
Gestão Administrativa: Deivid Andrade
Participação Especial: João Sena
Desenho de Luz: Vilmar Olos
Cenografia: Natália Lana
Trilha Sonora: Maíra Freitas
Figurino e Visagismo: Tiago Ribeiro
Assistência de Direção: João Sena
Fotos: Pino Gomes
Criação da Arte: Nós Comunicação
Vídeos: Stone Art Films
Assistente de Interpretação: Nárjara Turetta
Assessoria de Imprensa: Carambola Comunicação
Cenógrafa Assistente: Marieta Spada
Assistente de Cenografia: Malu Guimarães
Cenotécnico: André Salles e equipe
Costura de Cenário: Nice Tramontin
Produção de Arte: Natália Lana
Efeitos Especiais: Mona Magalhães / Carlos Alberto Nunes
Costura: Ateliê das Meninas
Beleza: Cinthia Rocha
Peruqueira: Emi Sato
Assistentes de Beleza: Deborah Zisman e Blackjess
Técnico de Som: Fernando De Arruda
Técnico de Luz: Vinicius Soares
Diretor de Palco: Lucia Martiusso
Camareira: Silvia Oliveira

Motion Design: Alana Karralrey
Designer Gráfico: Alana Karralrey, Jhon Lucas Paes e Natália Farias
Gestor de mídias sociais: Luis Mousinho
Gestão de Comunicação: Bárbara Kuster
Gestão de Tráfego: Válvula Marketing
Gestão Administrativa: Deivid Andrade
Intérprete de Libras:
Coordenação Administrativa: Vianapole Arte e Comunicação
Assistente de Produção: Guilherme Balestrero
Assessoria Jurídica: Maia, Benincá & Miranda Advocacia
Assessoria Contábil ES: Gavacon Contabilidade
Assessoria Contábil SP: Real Time Contabilidade
Apresentado por: Ministério da Cultura e Bradesco Seguros
Produção: WB Produções
Produção Local: Carambola Produções
Realização: Arte Estúdio Entretenimento

SERVIÇO:
Três Mulheres Altas, de Edward Albee
Com Ana Rosa, Helena Ranaldi e Fernanda Nobre
Dias: 24, 25 e 26 de abril
Horário: Sexta e Sábado, às 20h00 e Domingo, às 17h00
Local: Teatro SESC Casa do Comércio

INGRESSOS:
PLATEIA – R$220,00 (inteira) e R$110,00 (meia)
MEZANINO – R$50,00 (inteira) e R$25,00 (meia)

VENDAS ON-LINE: através da plataforma Sympla
VENDAS PRESENCIAIS: Bilheteria do Teatro | De terça a domingo (13h às 19h ou até o início do espetáculo)

MAIS INFORMAÇÕES:
Gênero: Comédia Dramática
Classificação Indicativa: 12 anos
Duração: 100 minutos
Capacidade do teatro: 521 lugares

ACESSIBILIDADE:
O Teatro SESC Casa do Comércio possui acessibilidade para PCD e espaços adequados no ambiente do teatro. Teremos intérprete de libras em todas as apresentações. O programa do espetáculo será disponibilizado em Braile

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