Imposto de Renda 2026: quem deve declarar e como se preparar para evitar erros

Mesmo antes da divulgação das regras oficiais, especialistas orientam contribuintes a organizar documentos e revisar critérios para reduzir riscos de cair na malha fina. Imagem: Freepik

O Imposto de Renda 2026 já começa a mobilizar contribuintes mesmo antes da abertura oficial do prazo de entrega. A declaração deste ano será referente ao ano-calendário de 2025 e deve começar no início de março, com envio até o fim de maio, conforme calendário tradicional da Receita Federal. As regras definitivas para 2026 ainda não foram divulgadas pelo Fisco e devem ser anunciadas nas próximas semanas. Até lá, os contribuintes devem se basear nos critérios adotados no exercício anterior, que poderão sofrer ajustes de valores para acompanhar a inflação e as alterações na tabela do IR feitas ao longo de 2025.

Pelas regras vigentes no último exercício – referentes aos rendimentos de 2025 -, estavam obrigados a declarar quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888 no ano, obteve rendimentos isentos ou tributados exclusivamente na fonte superiores a R$ 200 mil, possuía bens e direitos acima de R$ 800 mil em 31 de dezembro, realizou operações em bolsa de valores ou teve ganho de capital na venda de bens, registrou receita bruta rural acima de R$ 169.440 ou passou à condição de residente no Brasil no ano anterior. Esses parâmetros ainda podem ser atualizados para a declaração de 2026.

Segundo o contador Paulo de Tarso, da CSMalta Contabilidade, é fundamental que o contribuinte compreenda que as regras específicas de 2026 ainda serão oficializadas. “Os dados que utilizamos como referência são os critérios do exercício anterior, relativos a 2025. A Receita ainda vai confirmar os limites e eventuais ajustes, mas a organização deve começar desde já”, explica.

Os números reforçam a necessidade de atenção. No último exercício, cerca de 1,4 milhão de declarações ficaram retidas na malha fina, principalmente por omissão de rendimentos, divergências em despesas médicas e inconsistências nas informações de dependentes. “A Receita cruza automaticamente dados de bancos, empresas e operadoras de saúde. Qualquer diferença entre o que foi informado e o que consta nos sistemas pode gerar retenção”, alerta Paulo de Tarso.

A ampliação da declaração pré-preenchida facilita o processo, mas não elimina a responsabilidade do contribuinte. É necessário conferir todas as informações importadas e incluir corretamente dados que não aparecem automaticamente, como alguns dependentes e despesas específicas. Profissionais autônomos, investidores e pessoas que realizaram operações na bolsa ou venda de bens devem ter atenção redobrada.

Para o especialista, a recomendação é antecipar a organização dos documentos, reunindo informes de rendimentos, comprovantes de despesas médicas e educacionais, registros de investimentos e documentos patrimoniais. “Mesmo que as regras oficiais de 2026 ainda não tenham sido publicadas, o planejamento pode e deve começar agora. Quem se prepara com antecedência reduz riscos, evita multas e pode identificar oportunidades legais de dedução”, conclui Paulo de Tarso.

Compartilhe o post:

VEJA MAIS NOTÍCIAS

Férias escolares: dicas de livros para incentivar o hábito da leitura entre crianças e adolescentes

Buscando estimular o vocabulário, a criatividade e pensamento crítico nesse período, bibliotecária seleciona obras para diferentes faixas etárias. Foto: Banco de imagem/...

Espetáculo “Clô, Para Sempre” estreia no Recife com homenagem à trajetória de Clodovil

Montagem reúne humor, emoção e memórias para revisitar a vida e o legado de um dos nomes mais marcantes da moda e...

O Boticário transforma Kaká em símbolo “inquestionável” para apresentar Malbec Eau de Parfum 

Com estratégia multiplataforma assinada pela AlmapBBDO, campanha amplia o universo de Malbec ao apresentar a fragrância mais concentrada da história da marca....

plugins premium WordPress