Especialista em Engenharia Diagnóstica aponta algumas alternativas para reduzir impactos e preservar mais a estrutura do imóvel. Vistoria e prevenção prévia ajudam a resolver pendências antes das chuvas
Todo período de chuvas é um deus nos acuda. É água para todo lado e diversos alagamentos, que não causam contratempos apenas no trânsito e nas rotinas de muita gente. Também impactam nas estruturas de residências, escolas e de empresas. Entre as situações mais comuns estão rachaduras, paredes molhadas e mofo. Quando isso ocorre, fica a dúvida sobre o que fazer.
Para o Doutor em Ciência de Materiais e professor do Centro Universitário Tiradentes – UNIT, João Ricardo, o ideal é fazer uma vistoria técnica e prevenção, antes do período de chuvas. Com isso, a intenção é diagnosticar e resolver possíveis anomalias ou falhas para garantir a boa manutenção da estrutura da edificação. “Uma intervenção na fase de manutenção corretiva pode custar cinco vezes mais do que realizar na fase de manutenção preventiva”, observou o Mestre em Engenharia Civil.
Agir ou esperar a chuva passar?
E quando o imóvel está em pleno período de alagamento, existe alguma solução ou é necessário esperar passar o período das chuvas para fazer algo? Segundo o especialista em Engenharia Diagnóstica, dependendo do caso, não é preciso apenas esperar. É possível adotar sim algumas medidas emergenciais para tentar reduzir os impactos durante o período de chuva. Porém, quando houver situação de risco à vida, o mais recomendável é fazer a desocupação imediata da área e a avaliação técnica, o quanto antes.
Rachaduras, infiltrações e mofo
As manifestações patológicas como rachaduras, infiltrações, entrada de água e mofo devem ser corrigidas somente após um diagnóstico preciso da causa. Isso porque uma rachadura, por exemplo, pode surgir por diversos motivos. E a chuva pode estar sendo apenas o agente que deu um “empurrão” ou evidenciou um problema que já existia.
Água entrando pela garagem
Em relação à água entrando em garagens, térreos ou outros ambientes, é aconselhável verificar a intensidade da ocorrência e analisar os riscos aos moradores. Não havendo risco maior, podem ser adotadas medidas paliativas. Como exemplo, desobstrução de drenagem, contenção provisória e, se possível, a retirada da água por meio de sistema de sucção ou bombeamento.
O professor da disciplina de “Patologia das edificações” da UNIT ressalta que essas medidas ajudam a reduzir os efeitos imediatos, mas não substituem a necessidade de identificar corretamente a origem do problema, para que a solução definitiva seja executada depois de forma adequada.