Dia do Churrasco: celebrado em 24 de Abril, ritual brasileiro vira potência econômica e tem Recife como referência

Celebrado nesta sexta, dia 24 de abril, o Dia do Churrasco vai além da homenagem a um prato: reconhece um dos maiores rituais de sociabilidade do Brasil, que hoje movimenta um mercado bilionário em expansão. O país é o 3º maior consumidor de carne bovina do mundo, com 24,6 kg per capita ao ano, atrás apenas de Estados Unidos e Argentina.

Segundo a Kantar, 29 milhões de brasileiros fazem churrasco toda semana, e 33% dos lares escolhem o preparo para as festas de fim de ano, número 10% maior que em 2021. Entre os consumidores, a média é de 1,7 churrascos por semana, com a carne bovina presente em 60% das grelhas, seguida por aves e linguiças. A estabilização dos preços aumentou a frequência de compra: o brasileiro faz hoje, em média, 4 compras de proteínas por mês, uma a mais que em 2023. Em datas como Copa do Mundo e fim de ano, a busca por carnes de churrasco chega a subir 56%.

Esse hábito sustenta uma cadeia produtiva robusta. O setor pecuarista representa 32% dos 1,7 milhão de profissionais do agronegócio nacional. Os supermercados concentram 20,7% do volume de carne comprado, com ticket médio de R$ 50,59, enquanto o pequeno varejo lidera com 30,2% e ticket de R$ 51,42. O açougue, com 7,7% do volume, tem o maior desembolso médio: R$ 66,85 por compra.

Em Recife, o churrasco ultrapassou o quintal e se consolidou como segmento gastronômico de peso. A capital concentra um público exigente, que valoriza parrilla, dry aged, cortes premium e harmonização com vinho. O fogo virou experiência e negócio, com steakhouses de padrão nacional e agenda constante de cursos, festivais e confrarias.

Nesse cenário, o Pobre Juan, no RioMar Recife, firmou-se como uma das grandes referências do churrasco em Pernambuco. O fine dining de inspiração argentina é reconhecido pelos típicos cortes porteños preparados na parrilla, como bife de chorizo, ojo del bife e bife ancho, mas conta também com a presença da picanha que, além de ser presença obrigatória em qualquer celebração brasileira, equilibra o repertório da casa. O restaurante também trabalha com uma curadoria rigorosa de carnes de origem controlada, com destaque para cortes com 200+ dias de confinamento provenientes do Uruguai e o famoso Wagyu, importado diretamente de Kagoshima, no Japão.

A casa mantém ainda uma carta com centenas de rótulos selecionados para harmonizar com os pratos, com ênfase nos tintos de Mendoza, parceiros naturais de grelhados de sabor intenso. O restaurante traduz o momento do setor: o churrasco deixou de ser apenas uma simples tradição para ocupar espaço na alta gastronomia, mas sem perder a essência de reunir pessoas à mesa.

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