Consórcio cresce como alternativa de planejamento financeiro diante de juros altos

Especialista orienta como aproveitar a modalidade de crédito sem comprometer a renda. Imagem: Divulgação

Segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), o setor segue em crescimento, com 12,6% a mais de contratações em relação ao ano anterior, refletindo a mudança no comportamento do consumidor diante da compra de itens como carros e imóveis. Esse aumento aponta para a busca por crédito em formatos equilibrados e com condições de pagamento mais adaptáveis. Isso porque, diferente do modelo de financiamento tradicional, o consórcio não possui juros, apenas taxas fixas de administração. 

Para o gerente e especialista em investimentos da Sicredi Recife, Thiago Azevedo, “adotar uma postura financeira mais estratégica, criando reservas de emergência e controlando gastos, é a principal medida que podemos promover na hora de assumir um compromisso como um consórcio, principalmente ao considerar as flutuações de crédito promovidas por tensões internas e externas”. 

A fim de evitar o comprometimento da renda familiar, a quitação e redução de dívidas com juros elevados se tornam tópicos recorrentes para orientar aqueles que buscam realizar objetivos financeiros sem correr o risco do endividamento. Ainda de acordo com o especialista, a escolha por crédito precisa considerar desde o objetivo financeiro até o impacto da compra. “O consórcio, por exemplo, é economicamente mais vantajoso em cenários de juros altos, quando financiamentos e empréstimos ficam caros, e para quem não tem pressa em adquirir o bem. Ele funciona melhor para quem tem estabilidade de renda e consegue planejar a compra a médio ou longo prazo.”

Vale lembrar que o consórcio é uma modalidade de acesso a crédito recorrente entre pessoas com um perfil econômico poupador que priorizam a organização financeira durante a aquisição de bens. Na modalidade, o valor da carta de crédito e taxas administrativas de contratos é dividido conforme o número de parcelas acordadas entre os clientes para obter a prestação fixa.

Thiago alerta ainda que, antes de iniciar um consórcio, é preciso ficar atento aos seguintes aspectos:

– Comparação de valores oferecidos pelas instituições, bem como as regras de cada grupo para considerar o momento ideal;

– Acompanhamento de calendário, uma vez que períodos de gastos recorrentes como férias escolares e Natal costumam ter menos participantes ativos;

– Lances estratégicos, variando a oferta conforme a sua disponibilidade financeira;

– Evite o cúmulo de dívidas, pois a aprovação de crédito só poderá ser concedida a clientes com o nome limpo.

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