Maio Amarelo 2026 reforça empatia e responsabilidade no trânsito

Nordeste passa Sudeste em nº de vítimas de acidentes e especialistas veem risco de piora nos próximos anos; Ministério dos Transporte diz adotar medidas. Foto: Banco de Imagem/ Divulgação

As mortes no trânsito no Brasil aumentaram pelo quinto ano consecutivo até 2024, superando 37 mil óbitos, o maior número em 8 anos. A alta de 6,5% em 2024 em relação a 2023 destaca a gravidade, com destaque negativo para a região Norte e o perfil das vítimas, majoritariamente homens em motocicleta. Mesmo no final do mês ainda vale o reforço sobre o Maio Amarelo que é uma campanha anual de conscientização que busca reduzir os altos índices de mortes e feridos no trânsito. Criada no Brasil em 2014, a iniciativa foca no combate à imprudência e na promoção da empatia viária. Na edição de 2026, a campanha traz o tema “no trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.

Ao longo do mês, instituições públicas e privadas promovem atividades educativas em escolas, empresas e espaços públicos. O foco é sensibilizar motoristas, ciclistas e pedestres sobre a importância de atitudes conscientes e do respeito mútuo no trânsito.

A violência viária é majoritariamente causada por falhas humanas. A pressa, a distração e a imprudência são fatores recorrentes em acidentes. Evitar o uso do celular ao dirigir, respeitar os limites de velocidade e a sinalização, manter distância segura de outros veículos e sempre usar o cinto de segurança são medidas básicas, porém decisivas.

Também é essencial não dirigir sob efeito de álcool, manter o veículo em boas condições e dar prioridade aos pedestres nas travessias. A engenharia de tráfego também tem papel relevante: sinalização clara, faixas exclusivas e dispositivos para redução de velocidade ajudam a criar um ambiente mais seguro e contribuem para a prevenção de acidentes.

Para o engenheiro civil e professor da Estácio, Anderson Manzoli, políticas públicas precisam integrar urbanismo e segurança. “Investir em sinalização adequada e em projetos urbanos que favoreçam a convivência segura entre modais é tão importante quanto campanhas educativas. Um depende do outro para funcionar”, afirma.

Psicologia e comportamento no trânsito
O comportamento humano é fator-chave na prevenção de acidentes. Estados emocionais como estresse, fadiga e impaciência comprometem a tomada de decisões, diminuem a atenção e aumentam o risco de reações impulsivas.

“A pressa, o estresse e a impaciência afetam diretamente a forma como as pessoas se comportam no trânsito. Trabalhar a empatia e a responsabilidade emocional é essencial para a prevenção de acidentes”, afirma Fabrício Otoboni, professor de Psicologia da Wyden.

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