Especialista alerta que imprevistos como problemas de saúde, extravio de bagagem e cancelamentos podem gerar altos custos e comprometer as férias sem a proteção adequada. Foto: Banco de imagem Magestic
Julho é tradicionalmente um dos meses de maior movimentação turística no Brasil. Com as férias escolares, milhares de famílias aproveitam o período para viajar pelo país ou para o exterior. Em meio ao planejamento de passagens, hospedagem e passeios, porém, um item essencial ainda costuma ser deixado de lado: o seguro viagem.
Segundo o Ministério do Turismo, o mês de julho está entre os períodos de maior aquecimento do setor, impulsionando o fluxo de turistas em aeroportos, rodoviárias e destinos de todo o país. Com o aumento da circulação de viajantes, também cresce a possibilidade de imprevistos, como atrasos e cancelamentos de voos, extravio de bagagens e problemas de saúde durante a viagem.
Para Paula Marques, especialista em seguros da Mega Seguros, o seguro viagem deve ser encarado como parte do planejamento financeiro e não como um gasto extra. “Muitas pessoas investem milhares de reais em passagens, hospedagem e passeios, mas deixam de proteger esse investimento. O seguro representa uma pequena parcela do custo total da viagem e pode evitar prejuízos muito maiores diante de um imprevisto”, afirma.
Além da cobertura para despesas médicas e hospitalares, o seguro viagem oferece uma série de assistências que podem fazer diferença em situações inesperadas. Dependendo da apólice contratada, estão incluídos atendimento odontológico de urgência, cobertura para medicamentos, indenização por extravio de bagagem, assistência jurídica, traslado médico e reembolso em casos de cancelamento ou interrupção da viagem.

Segundo a especialista, ainda é comum a ideia de que esse tipo de proteção é necessário apenas para viagens internacionais. “Essa percepção é equivocada. Mesmo em viagens nacionais, o viajante pode enfrentar acidentes, precisar de atendimento médico ou lidar com problemas relacionados ao transporte e à bagagem. Contar com assistência garante mais tranquilidade para toda a família”, explica.
Nas viagens ao exterior, o seguro ganha ainda mais relevância. Em diversos países que integram o Espaço Schengen, na Europa, a contratação é obrigatória para a entrada de turistas. Já nos Estados Unidos, onde os custos da saúde estão entre os mais altos do mundo, uma simples consulta de emergência pode custar centenas de dólares, enquanto uma internação pode ultrapassar facilmente milhares de dólares.
Outro benefício é o atendimento disponível 24 horas, geralmente em português. “Em um momento de emergência, o viajante não precisa enfrentar sozinho a busca por hospitais ou resolver questões burocráticas em outro idioma. A seguradora faz toda a orientação e o encaminhamento necessários, oferecendo mais segurança em um momento delicado”, destaca Paula.
A recomendação é que o seguro seja contratado assim que a viagem for confirmada. Dessa forma, algumas coberturas, como cancelamentos por motivos previstos em contrato, passam a valer antes mesmo do embarque.
“Viajar é investir em lazer, descanso e novas experiências. O seguro viagem proporciona a tranquilidade de saber que qualquer imprevisto poderá ser resolvido com rapidez, sem comprometer o orçamento da família. É um investimento pequeno diante da proteção que oferece”, conclui a especialista.
Com milhões de brasileiros fazendo as malas durante as férias de julho, especialistas reforçam que o seguro viagem deve ocupar o mesmo nível de importância de itens como passagens e hospedagem. Mais do que uma exigência em alguns destinos, ele representa uma garantia de assistência e proteção financeira para que o viajante aproveite o período de descanso com mais segurança e tranquilidade.