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Valor das transações cresceu 20,1% frente ao primeiro semestre de 2025, mantendo Pernambuco na segunda posição entre os estados do Nordeste, segundo Fecomércio-Pe
Os residentes de Pernambuco movimentaram R$415,7 bilhões por meio do Pix no primeiro semestre de 2026, distribuídos em 1,75 bilhão de transações. O levantamento foi elaborado pelo Hub do Comércio da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco (Fecomércio-PE), com base nas estatísticas do Banco Central, e aponta crescimento de 20,1% no valor das operações e de 16,9% na quantidade de transações em comparação com o mesmo período de 2025. Com esse desempenho, Pernambuco manteve a segunda posição entre os estados do Nordeste em movimentação financeira via Pix, atrás apenas da Bahia, além de ocupar o nono lugar no ranking nacional, respondendo por cerca de 2,4% de todo o volume financeiro movimentado no país durante os seis primeiros meses do ano.
Além do avanço registrado em relação ao ano anterior, os dados evidenciam a consolidação do Pix como principal meio de pagamento na economia pernambucana. Entre janeiro e junho, o valor mensal movimentado pelos residentes do estado passou de R$69,1 bilhões, em janeiro, para R$73,9 bilhões, em junho. O maior número de transações foi registrado em maio, período influenciado por datas comemorativas, como o Dia das Mães, tradicionalmente associado ao aumento das vendas no comércio.
Para o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac Pernambuco, Bernardo Peixoto, o crescimento das operações confirma que o Pix passou a integrar definitivamente a rotina de consumidores e empresas. “O Pix tornou-se um instrumento incorporado ao dia a dia dos consumidores e das empresas. A expansão observada em Pernambuco acompanha a transformação dos meios de pagamento, contribuindo para maior agilidade nas transações comerciais e para a circulação de recursos na economia”.
Empresas lideram
O estudo também mostra que o Pix ganhou espaço nas operações empresariais. Embora as pessoas jurídicas representem apenas 8,4% do total de transações realizadas no estado, elas responderam por 43,1% de todo o valor financeiro movimentado no semestre. Ao todo, as empresas movimentaram R$179,2 bilhões, enquanto as pessoas físicas responderam por R$236,5 bilhões em pagamentos realizados pela modalidade.
Essa diferença também aparece no valor médio das operações. O ticket médio das transações realizadas por empresas alcançou R$1.224,47, cerca de 8,3 vezes superior ao registrado entre pessoas físicas, cujo valor médio foi de R$147,32. Para o economista da Fecomércio-PE, Rafael Lima, os números demonstram que o Pix deixou de ser utilizado apenas nas transações cotidianas entre consumidores. “O elevado ticket médio das operações realizadas por pessoas jurídicas mostra que empresas de diferentes portes incorporaram o Pix aos pagamentos e recebimentos de maior valor, ampliando sua participação na dinâmica econômica estadual”.
Liderança na RMR
A pesquisa aponta ainda forte concentração das operações na Região Metropolitana do Recife, responsável por 55,7% de todo o valor movimentado em Pernambuco. Sozinha, a capital respondeu por R$138,7 bilhões, o equivalente a 33,4% do total estadual. Também figuram entre os municípios com maior movimentação Jaboatão dos Guararapes, Petrolina, Caruaru, Olinda, Cabo de Santo Agostinho, Paulista, Goiana, Ipojuca e Vitória de Santo Antão, que, juntamente com Recife, concentram cerca de dois terços de toda a movimentação financeira via Pix no estado.
Os dados também revelam diferenças no perfil econômico entre os municípios. Em Goiana, as pessoas jurídicas responderam por 78,5% do valor movimentado, enquanto Ipojuca também apresentou elevada participação empresarial, refletindo a influência das atividades industriais e portuárias na economia local.
Na comparação regional, Bahia, Pernambuco e Ceará concentraram mais da metade de toda a movimentação financeira realizada via Pix no Nordeste durante o primeiro semestre de 2026. Pernambuco movimentou R$415,7 bilhões, superando o Ceará, que registrou R$405,9 bilhões, e ficando atrás apenas da Bahia, com R$629,9 bilhões.
Quando o indicador considera o valor movimentado por habitante, Pernambuco ocupa a terceira posição entre os estados nordestinos, atrás de Paraíba e Ceará. O levantamento também mostra que os residentes pernambucanos pagaram R$ 9,6 bilhões a mais do que receberam via Pix no primeiro semestre, resultando em saldo líquido negativo nas transações realizadas pelo estado.