Novo braço do Afluir na Oficina, programa selecionará duas escolas públicas para um laboratório de seis semanas no museu-ateliê, com aporte financeiro, bolsa para professor e acompanhamento da equipe de Educação e Pesquisa. Foto: Breno Laprovitera/ Divulgação
A partir da próxima segunda-feira (5), a Oficina Francisco Brennand abre chamada para a primeira edição do Escola Residente, novo braço do projeto Afluir na Oficina, voltado ao desenvolvimento de ações com escolas públicas a partir do elo entre arte e educação. A iniciativa, com apoio do Fundo Museu Escola da Família Hees e do Instituto Parvi, selecionará duas propostas nos campos da arte, cultura e educação ambiental. Cada projeto contemplado receberá aporte financeiro de R$ 5 mil para sua realização, enquanto os professores responsáveis terão direito a uma bolsa de R$ 2 mil e acompanhamento da equipe de Educação e Pesquisa da Oficina. O edital e o formulário de inscrição estarão disponíveis no Instagram do museu (@oficinafranciscobrennand).
A Escola Residente será realizada como um Laboratório de Projetos, com duração de seis semanas, ao longo do mês de novembro. A proposta é criar um percurso de pesquisa, experimentação e partilha a partir de questões, experiências, interesses ou desafios presentes no cotidiano das escolas participantes. Durante a residência, os professores contarão com momentos de acompanhamento, ampliação de repertórios e visitas mediadas à Oficina, em um processo construído em diálogo com os contextos escolares e seus territórios.
Podem participar professoras e professores vinculados a escolas públicas dos nove municípios da Região Metropolitana do Recife atendidos pelo projeto Afluir: Recife, Olinda, Paulista, Jaboatão dos Guararapes, Camaragibe, São Lourenço da Mata, Abreu e Lima, Igarassu e Itapissuma. As propostas devem prever a participação de estudantes e/ou da comunidade escolar e estar relacionadas a pelo menos um dos três campos definidos pela convocatória: arte, cultura e educação ambiental.

Afluir na Oficina
O novo eixo parte da experiência acumulada pelo Projeto Afluir que, desde dezembro de 2025, oferece transporte, alimentação e visitas mediadas gratuitas para escolas públicas e grupos em situação de vulnerabilidade. Até setembro deste ano, foram registradas 461 solicitações de visitas à Oficina. O programa também contempla ações de formação continuada para educadores, como o Encontro com Professoras e Professores.
Para Whodson Silva, supervisor de Educação e Pesquisa da Oficina Francisco Brennand, o novo projeto amplia a possibilidade de estabelecer relações permanentes com as comunidades escolares. “A Escola Residente nasce da compreensão de que a relação entre museu e escola pode ir além da visita e se transformar em um processo contínuo de troca, pesquisa e construção de conhecimento. Queremos partir das questões que já existem nas escolas e, junto aos professores, criar possibilidades para que essas ideias sejam experimentadas e desenvolvidas”, afirma.
A aproximação territorial também é um dos princípios do programa. Entre os critérios de seleção está a localização das escolas em relação à Oficina, fortalecendo a conexão com bairros, comunidades e regiões próximas ao museu-ateliê. “O Afluir busca construir relações continuadas com as escolas e também fortalecer uma política de vizinhança. Por isso, a proximidade territorial é considerada na seleção das escolas residentes, aproximando a Oficina das comunidades que fazem parte do seu entorno”, explica Whodson.
A expectativa é que o percurso resulte não apenas no desenvolvimento das propostas selecionadas, mas na criação de novas possibilidades de continuidade para os projetos dentro das escolas. A primeira edição terá uma culminância prevista para o início de dezembro, quando os participantes compartilharão os resultados e experiências construídos ao longo da residência.
A Escola Residente é a terceira frente do Afluir na Oficina, que articula diferentes formas de aproximação entre a Oficina Francisco Brennand e as comunidades escolares. Ao lado das visitas mediadas e das ações de formação para educadores, a residência amplia o espaço de colaboração entre museu e escola, estimulando processos de aprendizagem que partem dos contextos, interesses e territórios de cada comunidade.
A chamada completa da Escola Residente, com os critérios de participação e orientações para inscrição, estará disponível a partir de 5 de outubro na bio do perfil @oficinafranciscobrennand no Instagram, e no site da Oficina Francisco Brennand.
Serviço | Escola Residente – Laboratório de Projetos na Oficina Francisco Brennand:
Chamada: a partir de 5/10
Público-alvo: professoras e professores de escolas públicas dos nove municípios da RMR atendidos pelo Projeto Afluir na Oficina
Chamada e inscrições: disponíveis em link na bio do @oficinafranciscobrennand no Instagram e por meio do site www.oficinafranciscobrennand.org.br.
Sobre a Oficina Francisco Brennand
Transformada em um instituto cultural sem fins lucrativos em 2019, a Oficina atua para preservar o legado do artista Francisco Brennand, ao passo que fomenta e difunde práticas artísticas, educativas e culturais contemporâneas. No coração da Mata da Várzea, na capital pernambucana, o museu-ateliê salvaguarda um amplo conjunto de obras do artista, distribuídas em espaços expositivos, jardins, um deles projetado por Roberto Burle Marx, e reserva técnica. Fundada em 1971, a Oficina compreende também edificações fabris, ateliês e uma capela, cujo projeto é de autoria dos arquitetos Paulo Mendes da Rocha e Eduardo Colonelli, instalações de atendimento ao público, como café e loja, e unidade de apoio localizada no Bairro do Recife, na Casa Zero.