Reposicionamento apresentado no Recife nesta quarta-feira (7) traduz nove anos de atuação da instituição e amplia a compreensão sobre um modelo que conecta hospital, reabilitação, família e retorno à vida cotidiana. Fotos: Divulgação
A Florence inicia uma nova etapa de sua trajetória com um reposicionamento que traduz a maturidade alcançada pela instituição ao longo de nove anos de atuação. Antes conhecida como Clínica Florence, a marca passa a se apresentar como Florence, Hospital de Transição, reforçando sua autoridade como referência em um modelo assistencial ainda pouco conhecido pela sociedade, mas fundamental para pacientes que precisam de continuidade de cuidados após uma internação hospitalar.
A novidade foi apresentada no Recife nesta quarta-feira (7) pelo presidente da Florence, Dr. João Gabriel Ramos, que esteve na capital pernambucana para apresentar a nova fase da instituição. Para ele, a mudança de marca não representa uma alteração no propósito da Florence, mas uma forma mais precisa de comunicar a experiência construída desde 2017.

“Essa evolução traduz com mais fidelidade a autoridade que construímos ao longo desses anos. A Florence nasceu com o propósito de cuidar de pessoas em uma etapa muito específica de suas jornadas e, ao longo do tempo, desenvolvemos conhecimento, metodologia e experiência para sermos reconhecidos como um Hospital de Transição. A mudança de marca torna mais claro para a sociedade o que fazemos e a importância desse modelo de cuidado”, afirma Dr. João Gabriel.
Uma ponte entre o hospital e a vida
O Hospital de Transição atua justamente em um momento em que, para muitos pacientes, a alta de um hospital de alta complexidade não significa o fim do tratamento. Depois de uma internação prolongada, especialmente em UTI, ou de situações como AVC, grandes cirurgias, traumas e outras condições clínicas complexas, o paciente pode ainda precisar de acompanhamento médico, cuidados especializados e reabilitação antes de retornar para casa.
É nesse intervalo que a Florence atua, fazendo a ponte entre o hospital de alta complexidade e o ambiente domiciliar. O objetivo não é simplesmente recuperar uma função física, mas reabilitar a pessoa para que ela possa retomar, da maneira mais segura e autônoma possível, sua vida e suas relações.

“Quando falamos em reabilitação, não estamos falando apenas em fazer o paciente voltar a andar, movimentar um braço ou recuperar uma determinada função. Estamos falando de qualidade de vida, autonomia, segurança e capacidade de voltar a viver. O nosso olhar precisa alcançar o paciente como um todo”, explica Dr. João Gabriel.
Primeiro Hospital de Transição do Norte e Nordeste, a Florence iniciou sua atuação em 2017 e mantém unidades em Salvador e Recife. Ao longo de sua trajetória, já atendeu mais de 5 mil pacientes e 900 famílias, além de ter realizado mais de 180 mil sessões de reabilitação. O trabalho desenvolvido pela instituição também é reconhecido por sua produção científica, com metodologia e experiências assistenciais publicadas cientificamente, além de certificação internacional de qualidade.

Cuidado individual e equipe integrada
Na prática, o modelo Florence é estruturado a partir de um plano terapêutico individualizado e construído por uma equipe multidisciplinar. Médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, psicólogos, nutricionistas, farmacêuticos, assistentes sociais e outros profissionais atuam de maneira integrada, compartilhando informações e decisões sobre cada paciente.
A proposta é evitar que cada profissional enxergue apenas uma parte do processo. A equipe trabalha em conjunto para compreender as necessidades clínicas, funcionais, emocionais, sociais e familiares de cada pessoa.
“Cada paciente tem uma história, uma condição, uma família e uma realidade diferentes. Por isso, o cuidado precisa ser pessoal. A equipe conversa, troca informações e constrói conjuntamente o caminho de cada paciente. Não é uma soma de profissionais trabalhando separadamente, mas uma equipe que trabalha em conjunto para atender às necessidades globais daquela pessoa”, destaca o presidente da Florence.

A instituição oferece assistência contínua e especializada 24 horas por dia, sete dias por semana, e atua em três principais frentes: reabilitação funcional; reabilitação e adequação de cuidados; e cuidados paliativos. Na reabilitação funcional estão pacientes que precisam recuperar autonomia após eventos agudos, como AVC, fratura de quadril, internação em UTI, sepse e grandes cirurgias. Já a reabilitação e adequação de cuidados atende, principalmente, idosos frágeis e pacientes com doenças crônicas que sofreram perda funcional ou vivenciaram um novo evento de saúde. Nos cuidados paliativos, o foco está no controle de sintomas, conforto, dignidade e qualidade de vida de pacientes com doenças avançadas, sempre com atenção também aos familiares.
Família também faz parte do tratamento
Um dos diferenciais do modelo está justamente na participação da família. Durante a internação, os familiares são orientados e capacitados para compreender a condição do paciente e os cuidados necessários após a alta.
“Não adianta preparar apenas o paciente para voltar para casa. A família também precisa estar preparada. Ela precisa entender como ajudar, quais cuidados serão necessários, quais adaptações podem ser importantes e como lidar com aquela nova realidade. A capacitação da família faz parte do processo de reabilitação”, ressalta Dr. João Gabriel.
A Florence também entende que a recuperação não acontece somente dentro dos espaços destinados às terapias. Por isso, dependendo das condições clínicas e dos riscos de cada paciente, a instituição estimula experiências de convivência e interação social durante a internação.
Os ambientes foram planejados para favorecer esse processo, com espaços de convivência, áreas abertas e contato com a natureza, criando possibilidades para que o paciente saia, quando indicado, da rotina estritamente hospitalar e vivencie situações próximas à sua vida cotidiana. “Queremos que o paciente continue sendo uma pessoa durante a internação, e não apenas alguém submetido a procedimentos. Dependendo da situação e do risco, ele pode conviver com outras pessoas, receber familiares, ter contato com ambientes externos e participar de experiências que fazem sentido para sua história. Isso também é cuidado”, explica.
As visitas são permitidas 24 horas por dia, dentro dos critérios assistenciais estabelecidos pela equipe, e a estrutura também possibilita situações específicas de convivência com crianças e animais de estimação.

Nova identidade traduz conceito de transição
A nova identidade visual acompanha o reposicionamento e foi desenvolvida para traduzir graficamente o conceito de transição. O símbolo dos parênteses representa uma pausa necessária na trajetória do paciente: um período de cuidado, recuperação e preparação antes da retomada do fluxo natural da vida.
A forma também remete à proteção e ao acolhimento e, a partir da própria lógica matemática, representa aquilo que deve ser resolvido primeiro. Na identidade da Florence, os parênteses simbolizam justamente essa prioridade: o paciente e seu bem-estar estão no centro de todas as decisões da equipe.
“Os parênteses representam muito do que acreditamos. Existe um momento em que é preciso parar, cuidar, reorganizar e recuperar antes de seguir. É uma pausa, mas não é uma interrupção da vida. É uma etapa que prepara o paciente para voltar a ela”, afirma Dr. João Gabriel.

Campanha amplia informação sobre o Hospital de Transição
Para apresentar o novo posicionamento ao público, a Florence desenvolveu, em parceria com a Morya Agência de Publicidade, uma campanha multiplataforma que combina informação, histórias reais e conteúdos educativos.
A estratégia inclui materiais voltados ao público geral, com explicações em linguagem acessível sobre o que é um Hospital de Transição, além de depoimentos de pacientes, familiares e profissionais. A campanha também contempla conteúdos direcionados ao público médico e peças para televisão, rádio, mídia exterior e plataformas digitais.
A proposta é ampliar o conhecimento sobre esse modelo de assistência e mostrar que existe uma etapa importante entre a alta de um hospital de alta complexidade e o retorno definitivo para casa. “Nosso desafio agora é fazer com que mais pessoas compreendam que a alta hospitalar não precisa significar uma volta imediata para casa quando o paciente ainda não está preparado. Existe um caminho de transição, e esse caminho pode fazer toda a diferença para a recuperação, para a autonomia e para a qualidade de vida”, conclui Dr. João Gabriel Ramos.