Apicultura impulsiona a economia e gera renda para mais de 10 mil famílias no Piauí

O Piauí exporta mais de R$ 100 milhões por ano em mel e outros produtos apícolas, se consolidando como um importante fornecedor global.

O Piauí se destaca na apicultura, abrigando um número expressivo de famílias que encontram nessa atividade sua principal fonte de renda. Pelo menos 10.500 famílias no estado estão diretamente envolvidas na criação de abelhas e na produção de mel. O estado conta ainda com mais de 10 cooperativas especializadas no setor, além de outras que incluem a apicultura entre suas áreas de atuação. Diversos grupos informais também comercializam produtos apícolas para cooperativas e empresas exportadoras de mel.

A produção de mel e seus derivados ocorre, em sua maioria, no semiárido piauiense, onde um dos apicultores mais conhecidos é Pedro Augusto Mel. Ele não é apenas produtor de mel, mas também criador de abelhas e instrutor, atuando na região de São Raimundo Nonato e colaborando para a formação de novos apicultores, em parceria com órgãos públicos e instituições financeiras. “O mel da caatinga, livre de agrotóxicos e produzido por abelhas africanizadas saudáveis, é um dos mais valorizados pelos alemães, que compram o produto e o distribuem para outros países”, destaca Pedro Augusto.

De acordo com ele, o mel de abelha produzido no Piauí é reconhecido em toda a Europa e assegura renda para pelo menos 10.500 famílias no estado. Ele ressalta, ainda, que a criação de abelhas depende diretamente da preservação e do replantio da caatinga, uma vez que as abelhas necessitam da floresta nativa para garantir a produção de mel de alta qualidade.

Pedro Augusto enfatiza que os financiamentos do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), do Banco do Nordeste (BNB) e o apoio do Sebrae/Pi bem como da Secretaria Estadual de Agricultura Familiar (SAF) têm sido essenciais para o fortalecimento do setor apícola no estado. Além disso, muitos apicultores que participam de cursos com técnicos especializados multiplicam o conhecimento, formando novos apicultores.

A qualidade do mel produzido no estado, juntamente com outros derivados da apicultura, tem impulsionado tanto a comercialização interna quanto às exportações para mercados nacionais e internacionais. Pelo menos três cooperativas no estado estão certificadas pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF), selo que garante a qualidade de produtos de origem animal, tanto comestíveis quanto não comestíveis, para o mercado interno e externo.

De acordo com Francisco das Chagas Ribeiro, o “Chicão”, diretor de Projetos para o Semiárido da Secretaria Estadual de Agricultura Familiar (SAF), o Piauí tem exportado entre seis mil e oito mil toneladas de mel nos últimos anos. Em 2024, os resultados foram positivos, com um leve crescimento, consolidando o mel como o terceiro produto de exportação do estado.

O Piauí exporta mais de R$ 100 milhões por ano em mel e outros produtos apícolas, se consolidando como um importante fornecedor global. Embora o mel produzido no estado seja amplamente consumido em todo o Brasil, as exportações representam a maior parte da produção, com 93% voltados principalmente para a União Europeia, com destaque para Alemanha e Itália. O mel do Piauí também tem grande demanda nos Estados Unidos e no Canadá.

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