Nutricionista indica como aproveitar comidas típicas de São João de forma saudável

Pessoas com comorbidades precisam redobrar os cuidados alimentares durante os festejos juninos. Foto: Divulgação

O São João é uma data típica do Nordeste do Brasil que costuma reunir muita cultura e tradição. Durante o mês de junho, as casas são decoradas com bandeirinhas coloridas, as roupas xadrez saem do armário e a fogueira é preparada para comer milho assado. Comidas, inclusive, são o ponto alto desta festa. Canjica, pamonha, mungunzá, milho cozido, bolo de fubá, paçoca e amendoim são cardápios sempre presentes. Mas, para saborear bem essas receitas, é preciso tomar alguns cuidados com a saúde. 

Pratos típicos do São João, normalmente, possuem um grande teor calórico e gordura durante o preparo, além de excesso de açúcar. Também é comum que alguns desses alimentos sejam ultraprocessados. O problema aparece quando essas comidas são consumidas exageradamente, ocasionando riscos à saúde como colesterol alto, aumento da pressão arterial e problemas cardiovasculares. 

Cuidados alimentares

É comum sair da rotina alimentar para aproveitar os pratos típicos nesse período, mas para entender quais cuidados tomar, a nutricionista da Hapvida, Michelle Arruda, explica que a melhor aliada é a moderação. “O excesso desses alimentos prejudicam a saúde e ocasiona má digestão. Não é recomendado comer tudo de uma vez ou num único dia. O ideal é intercalar as refeições, isto é, manter o almoço e o café da manhã de forma leve e balanceada para que o organismo se mantenha em equilíbrio”, detalha. 

Pessoas que têm comorbidades como diabetes e hipertensão devem redobrar as atenções na hora de festejar. Michelle conta que alimentos com muito açúcar aumentam a adrenalina do sangue e podem ocasionar ansiedade. É importante, também, buscar comidas que sejam preparadas em lugares higiênicos, para evitar possíveis riscos.

Mas, dependendo do caso, existem outras observações, como a dosagem de insulina para pacientes que se alimentam à base de carboidrato ou a readaptação de alimentos à base de trigo para pacientes oncológicos. “Cada pessoa é diferente. Por isso, o ideal, em caso de dúvidas, é procurar um nutricionista e avaliar a dieta correta”, destaca a nutricionista.

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