Iniciativa vai apoiar ações de economia circular, educação ambiental e geração de renda em comunidades fora dos grandes centros urbanos. Foto: Divulgação
A EAF (Entidade Administradora da Faixa) deu mais um passo importante no compromisso com práticas sustentáveis e inclusão social. A instituição lançou, nesta segunda-feira (9), o Edital Gestão de Resíduos Eletrônicos, que vai destinar até R$ 1 milhão a projetos no Nordeste voltados para o descarte ambientalmente correto de resíduos eletrônicos e a promoção de inovação social.
A ação busca garantir um destino seguro e útil para equipamentos substituídos pelo programa Siga Antenado — como antenas parabólicas antigas, conversores, controles remotos e cabos — e, ao mesmo tempo, transformar esse descarte em oportunidade de renda, educação ambiental e desenvolvimento local para comunidades nordestinas, principalmente em cidades do interior.
“O ciclo da nova parabólica digital não termina na substituição. Agora, queremos assegurar que os equipamentos antigos sejam reaproveitados de forma responsável e que essa etapa gere benefícios concretos para as famílias e comunidades”, afirma Patricia Abreu, diretora de Sustentabilidade e Projetos da EAF.
Como funciona o edital
O edital está aberto para ONGs, cooperativas e instituições com ou sem fins lucrativos que atuem nas áreas de gestão de eletrônicos, educação ambiental ou economia circular. Iniciativas com atuação comprovada em municípios nordestinos, fora das capitais, terão prioridade, especialmente aquelas que integrem mais de um município, alcancem áreas rurais e dialoguem com redes de coleta ou reciclagem já existentes.
Cada projeto poderá receber até R$ 400 mil, com execução prevista entre agosto e dezembro de 2025. No total, até 10 propostas serão selecionadas.
Inscrições
As inscrições ficam abertas até 07 de julho de 2025 e podem ser feitas pelo site eaf.org.br/sustentabilidade/edital-social, onde está disponível o edital completo e o formulário de participação.
Sobre a EAF
A EAF é a entidade responsável pela migração dos canais abertos de TV via parabólica tradicional para o sinal digital, pela construção de infovias na Amazônia e redes privativas para o governo federal. Sem fins lucrativos, a instituição é formada pelas operadoras Claro, TIM e Vivo, que venceram o leilão nacional da faixa de 3,5 GHz no leilão do 5G.