Provedores regionais impulsionam avanço da inclusão digital no Nordeste

Atuação de empresas pequenas garante liderança regional no acesso à internet e acelera conectividade em cidades de menor porte. Foto: Um Telecom/ Divulgação

A pesquisa Módulo de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) da PNAD Contínua, divulgada na última quinta (24) pelo IBGE, mostrou que a Região Nordeste lidera o percentual de domicílios com banda larga fixa, com 92,3% de cobertura, superando a média nacional, que é de 88,9%. Além disso, o Nordeste apresentou crescimento de 1,8 ponto percentual em relação ao ano anterior.

Parte significativa desse progresso está associada à atuação de provedores regionais de internet, especialmente no Nordeste. Segundo levantamento da consultoria Teleco, que analisa dados fornecidos pela Anatel, cerca de 63,75% dos acessos de banda larga fixa por fibra óptica no Brasil são realizados por operadoras competitivas, classificadas pela Anatel como Prestadoras de Pequeno Porte (PPPs).

Na região, o market share desses provedores ultrapassa os 80% em vários estados – chegando a 87,7% no Rio Grande do Norte; 86,6% no Ceará e 83,3% na Paraíba. Em municípios com até 30 mil habitantes, mais de 90% das conexões por fibra óptica são oferecidas por esses pequenos operadores, que frequentemente lideram o mercado local.

Rui Gomes, CEO da Um Telecom e membro do Conselho da TelComp (Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas), explica que os pequenos provedores desempenham um papel fundamental para garantir o acesso à internet onde grandes operadoras não chegam. “Eles ligam o país inteiro. Fazem o investimento onde o grande não chega, seja por geografia ou escala. Isso acelera a conectividade no campo e nas pequenas cidades, onde hoje vemos avanços mais expressivos”, afirma.

O impacto da atuação desses provedores vai além da simples instalação de redes. Em muitas localidades, eles são responsáveis por fomentar a economia digital, gerar empregos e proporcionar acesso a serviços essenciais como educação, saúde e comunicação. De acordo com dados da Anatel, essas empresas já respondem por quase metade da receita do setor no Brasil e realizam a maior parte dos investimentos em infraestrutura, especialmente em regiões fora dos grandes centros urbanos.

“Com o avanço da digitalização e da dependência por serviços online, a inclusão digital se consolida como um fator essencial para o desenvolvimento regional. No Nordeste, onde os desafios logísticos e sociais ainda são grandes, o crescimento da conectividade representa um passo importante na redução das desigualdades”, acrescenta Rui Gomes.

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