Seminário no Cabo de Santo Agostinho (PE) celebra os 19 anos da Lei Maria da Penha com debate e mobilização social

Evento promovido pelo Centro das Mulheres do Cabo reúne lideranças e relança campanha de enfrentamento à violência

O auditório do Centro das Mulheres do Cabo (CMC), no Cabo de Santo Agostinho, será palco, no dia 14 de agosto, às 14h, de um encontro marcante pela defesa da vida e dos direitos das mulheres. O seminário “Os 19 anos da Lei Maria da Penha – Salvando a Vida das Mulheres” vai reunir ativistas, lideranças sociais e representantes de instituições que atuam na proteção feminina para refletir sobre os avanços e os desafios no combate à violência de gênero.

A organização feminista e antirracista, que tem trajetória pioneira na defesa dos direitos das mulheres, foi a primeira entidade do Brasil a acionar a Lei nº 11.340 — conhecida nacionalmente como Lei Maria da Penha. Para Izabel Santos, coordenadora geral do CMC, a legislação representa uma conquista histórica. “Essa lei é fruto de décadas de luta. É uma ferramenta essencial no enfrentamento à violência, especialmente ao feminicídio. Não é à toa que é reconhecida como a terceira melhor do mundo nesse campo”, ressalta.

A urgência do debate é reforçada pelos dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública: mais de 21 milhões de brasileiras foram vítimas de algum tipo de violência no último ano. Em média, 13 mulheres sofrem agressões por dia no país, segundo o relatório Elas Vivem: um caminho de luta.

Durante o evento, será relançada a campanha “Rompa o Silêncio, você não está sozinha!”, criada por estudantes de Publicidade e Propaganda da Unibra. A iniciativa conta com peças para TV, rádio, redes sociais e material gráfico com foco na conscientização e acolhimento.

O seminário também contará com a presença de Cileide Silva, a primeira mulher oficialmente protegida pela Lei Maria da Penha no Brasil, além de integrantes da Rede de Proteção às Mulheres do Cabo e do Comitê de Monitoramento da Violência e do Feminicídio (COMFEM) em Suape.

O evento é gratuito e aberto ao público, e reforça o compromisso do CMC em promover políticas de enfrentamento à violência contra a mulher com diálogo, articulação e ação direta.

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