Ligamento cruzado anterior: ortopedista alerta atletas de fim de semana sobre riscos de lesões no joelho

Falta de preparo físico e ausência de aquecimento aumentam os riscos para praticantes ocasionais de esportes. Fotos: Imagem de jcomp no Freepik e Divulgação

O futebol da pelada, a corrida improvisada no parque ou o torneio de vôlei na praia fazem parte da rotina de milhares de brasileiros. São momentos de lazer, mas também de risco para quem não mantém um preparo físico regular. Entre as lesões mais comuns nesses cenários está o rompimento do ligamento cruzado anterior (LCA), estrutura fundamental para a estabilidade do joelho.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), cerca de 150 mil brasileiros sofrem lesões ligamentares no joelho todos os anos, grande parte delas em atividades recreativas. O problema é que muitos dos chamados “atletas de fim de semana” não realizam aquecimento, não têm acompanhamento físico adequado e acabam exigindo mais do corpo do que ele está preparado para suportar.

O ortopedista Dr. Dilamar Pinto, especialista em joelho do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Recife (IOT), alerta que esse comportamento aumenta muito o risco de lesões graves. “O ligamento cruzado anterior é um dos principais estabilizadores do joelho. Quando ele se rompe, o paciente sente o joelho falsear e perde a segurança até para andar. O retorno às atividades depende quase sempre de cirurgia e de uma reabilitação prolongada, que pode levar de seis a nove meses”, explica.

A cirurgia de reconstrução do LCA é feita por artroscopia, um método minimamente invasivo que substitui o ligamento lesionado por um enxerto. Apesar da eficácia, o médico reforça que o ideal é evitar a lesão. “A prevenção é sempre melhor do que o tratamento. É fundamental aquecer antes da atividade, usar calçados adequados, respeitar os limites do corpo e, se possível, manter um treino regular de fortalecimento muscular”, orienta o especialista.

Além da prática segura, a atenção aos primeiros sinais também é fundamental. Dores, inchaço e instabilidade após uma atividade não devem ser ignorados. “Muitos pacientes procuram o consultório semanas depois da lesão, quando já houve piora do quadro. Quanto mais rápido o diagnóstico, melhor o resultado do tratamento”, reforça o ortopedista.

O alerta do Dr. Dilamar Pinto é claro: o lazer e a saúde podem andar juntos, desde que os cuidados sejam levados a sério. “O esporte é benéfico em qualquer idade, mas quando praticado sem preparo pode se transformar em um problema. Quem se prepara, previne lesões e garante muitos anos de prática com segurança e qualidade de vida”, conclui o especialista.

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