Doenças da gengiva podem afetar coração e metabolismo

Gengivite e periodontite estão associadas ao dobro de risco cardíaco e desequilíbrios metabólicos. Foto: Divulgação

A saúde bucal deixou de ser apenas uma questão estética e passou a ser parte fundamental da saúde geral. Estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da International Dental Federation (FDI) apontam que quase 45% da população mundial enfrenta alguma doença bucal evitável, como cárie, gengivite ou periodontite. No Brasil, essa inflamação crônica pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, agravar o diabetes e comprometer digestão e imunidade. Mesmo assim, os cuidados seguem negligenciados: dados do Ministério da Saúde mostram que apenas 14% dos adultos fazem consultas preventivas anuais, e a maioria só procura o dentista quando já sente dor.

Segundo a cirurgiã-dentista da PAD Saúde, Dra. Flávia Catarina, a boca é a porta de entrada para o organismo e merece atenção contínua. “Infecções bucais não ficam restritas à cavidade oral. Bactérias envolvidas na gengivite e periodontite podem atingir a corrente sanguínea, provocar inflamação sistêmica e aumentar o risco de infarto e AVC”, explica. A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) já reconhece que pessoas com periodontite têm até o dobro de risco de desenvolver complicações cardíacas, resultado do processo inflamatório que favorece a formação de placas nas artérias.

A relação entre saúde bucal e digestão também merece destaque. Problemas como perda dentária, dor ao mastigar ou sensibilidade alteram a quebra inicial dos alimentos e podem causar refluxo, gastrite e má absorção de nutrientes. Em pacientes com diabetes, quadros frequentes de inflamação na gengiva elevam a resistência à insulina e dificultam o controle da glicemia. “O coração, o estômago e o metabolismo respondem ao que acontece na boca”, reforça a dentista.

Para a especialista, a integração entre odontologia e medicina da família é essencial no cuidado moderno. “A saúde bucal não pode ser tratada isoladamente. Quando dentista e médico da família atuam juntos, conseguimos identificar precocemente fatores de risco, orientar hábitos saudáveis e prevenir doenças sistêmicas. O corpo funciona como um sistema único”, destaca. Ela lembra ainda que muitos problemas sistêmicos dão os primeiros sinais na boca, tornando o consultório odontológico um espaço importante para prevenção e diagnóstico.

A PAD Saúde reforça que higiene adequada, consulta preventiva e manutenção regular são medidas decisivas para evitar complicações. Com protocolos integrados entre odontologia e medicina da família, a clínica segue investindo em ações educativas para conscientizar a população. “Cuidar da boca é cuidar do corpo inteiro. Prevenção e acompanhamento conjunto são fundamentais para uma vida mais saudável”, conclui a Dra. Flávia Catarina.

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