Paraíba registra quinto maior crescimento no Brasil na abertura de pequenos negócios  

Mais de 44 mil pequenas e médias empresas foram criadas no estado em 2025 

O Brasil registrou um recorde de abertura de micro e pequenas empresas (MPEs) em 2025, impulsionado principalmente pelo crescimento dos Microempreendedores Individuais (MEIs). Entre janeiro e setembro, foram abertos 3,87 milhões de novos negócios, um aumento de 18,7% em relação ao ano anterior. Na Paraíba, o crescimento foi de 25,5% – o quinto maior aumento em todo o Brasil -, com 44 mil novas empresas registradas. 

“As micro e pequenas empresas representam cerca de 99% do total de empresas na região Nordeste. Por isso, são motores essenciais para o desenvolvimento econômico local e regional, impactando diretamente a vida das pessoas”, diz Robinson  Kokeny, Gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi Nordeste.  

O crescimento de MPEs na região reflete também um maior volume no crédito concedido a esse setor. De acordo com dados da Central Sicredi Nordeste, somente em outubro deste ano, a cooperativa registrou mais de R$3 milhões em operações de crédito para MPEs na Paraíba.  

“Atuamos cada vez mais próximos a entidades como o Sebrae e associações comerciais com o objetivo de fomentar e apoiar os pequenos empreendedores, inclusive com a adesão ao Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (FAMPE), um fundo garantidor destinado a amparar as cooperativas no fomento ao crédito às pequenas empresas”, explica Robinson.  

O gerente acrescenta que, além do vínculo a essas entidades, a instituição também tem avançado em uma jornada para ampliar parcerias na distribuição de recursos das linhas BNDES, voltadas ao financiamento de equipamentos, máquinas e projetos para micro e pequenas empresas. “Nosso propósito é reforçar o principal objetivo das cooperativas de crédito no Nordeste: promover prosperidade por meio do desenvolvimento econômico e social”, comenta.  

A expectativa para 2026 é de continuidade do avanço dos pequenos negócios, embora alguma cautela seja necessária. Como as MPEs operam com margens estreitas e maior dependência de capital de giro, a maior expectativa recai sobre a redução gradual da taxa Selic.  

Atualmente em 15%, os especialistas esperam que o ciclo de queda da taxa básica de juros deve começar no início do próximo ano, barateando o crédito e beneficiando as MPEs. 

“O crescimento saudável dos pequenos negócios é fundamental para a economia do Brasil – e especialmente para o Nordeste”, comenta Robinson. “Além da geração de empregos e desenvolvimento da atividade econômica, as micro e pequenas empresas têm papel fundamental no desenvolvimento humano e social na região”, finaliza.  

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