Projeto de extensão em Fisioterapia Dermatofuncional alia tecnologia, assistência social e formação acadêmica para melhorar a recuperação e a qualidade de vida de pessoas com úlceras vasculares na capital paraibana. Foto: Divulgação
O cuidado com feridas que vão muito além da pele tem ganhado um reforço importante em João Pessoa. O curso de Fisioterapia do UNIESP Centro Universitário está desenvolvendo, em parceria com o Hospital São Vicente de Paulo, um projeto voltado à atenção de pacientes com úlceras vasculares, condição que afeta diretamente a qualidade de vida e exige tratamento contínuo.
A iniciativa faz parte de um projeto de extensão em Fisioterapia Dermatofuncional e tem como foco oferecer atendimento especializado a pessoas que convivem com dores, limitações funcionais e a recorrência frequente dessas lesões. Na prática, o trabalho busca não apenas tratar, mas também devolver autonomia aos pacientes.
Utilizando técnicas específicas da área, os atendimentos envolvem recursos que auxiliam na cicatrização e no alívio da dor, como microcorrentes, laser de baixa potência e equipamentos de alta frequência. Antes de iniciar o tratamento, cada paciente passa por uma avaliação fisioterapêutica detalhada. Em seguida, após a intervenção, é encaminhado ao setor de curativos do hospital, garantindo a continuidade da assistência.
Mas o projeto não se limita ao ambiente clínico. Ele também aposta na informação e no suporte social como ferramentas essenciais no processo de recuperação. Os alunos envolvidos elaboraram um guia prático com orientações para o cuidado domiciliar das úlceras vasculares, além de promoverem campanhas de arrecadação de materiais para curativos.
“Essa iniciativa é fundamental, pois muitos pacientes não possuem condições financeiras para adquirir os insumos necessários para o cuidado contínuo da ferida em casa. Dessa forma, conseguimos não apenas orientar, mas também viabilizar o tratamento, promovendo mais equidade no cuidado. O projeto acontece no Hospital São Vicente de Paulo, uma instituição filantrópica que atende tanto pelo Sistema Único de Saúde (SUS) quanto de forma particular, o que amplia ainda mais o alcance social da ação e reforça o compromisso com a assistência à população”, explica a coordenadora do projeto, professora Jimena Gonçalves.
Além de beneficiar diretamente os pacientes, a ação também tem impacto na formação acadêmica. Participam do projeto estudantes do 7º período de Fisioterapia, que vivenciam na prática o raciocínio clínico e o contato direto com os desafios reais da profissão.
Segundo a coordenadora, essa experiência transforma a forma como os futuros profissionais enxergam a área da saúde. “Para mim, esse projeto representa a essência da extensão universitária: levar conhecimento, cuidado e ciência para além da sala de aula. É a universidade cumprindo seu papel social, ao mesmo tempo em que forma profissionais mais humanizados, conscientes e preparados para a realidade da saúde”, destaca a professora.