Websérie paraibana “Siri na Lata” estreia em João Pessoa com humor ácido e reflexão sobre a era da hiperexposição

Foto: Divulgação

A websérie paraibana Siri na Lata chega oficialmente ao público hoje, 9 de julho, em uma sessão especial de estreia no Espaço Cinema Passeio, em João Pessoa. Após o lançamento presencial, os episódios serão disponibilizados gratuitamente no canal Siri na Lata, no YouTube, seguindo o cronograma oficial da série.

Com sete episódios curtos, Siri na Lata apresenta uma narrativa que mistura humor ácido, fantasia e crítica social para abordar temas cada vez mais presentes na sociedade contemporânea, como a busca por reconhecimento, a hiperexposição nas redes sociais e a construção de identidades no ambiente digital.

A protagonista é Íris, interpretada por Cely Farias, uma atriz que se recusa a aceitar o próprio anonimato. Sem palco, sem dinheiro e com uma autoestima perigosamente alta, ela cria um canal no YouTube onde transforma a própria vida em espetáculo, misturando lembranças, exageros e versões muito convenientes de si mesma. Quando um de seus vídeos viraliza, ela finalmente experimenta o gosto da fama e percebe que não pretende abrir mão dela.

Misturando situações que transitam entre o real e o imaginário, Siri na Lata vai além da comédia ao propor uma reflexão sobre pertencimento, solidão e a necessidade constante de validação em uma sociedade conectada.
O elenco reúne Cely Farias (O Agente Secreto) Kassandra Brandão (Cangaço Novo) Jinarla (Cangaço Novo) Natália Sá (Desvio) Édson Albuquerque (Desvio) além das participações especiais de Danielle Huebra e Thardelly Lima (Rancho Fundo, Mar do Sertão).

A direção é assinada por Murilo Franco, Cely Farias e Guilherme Schmitt, com roteiro e idealização de Murilo Franco. A produção executiva é de Cely Farias e Murilo Franco.

Também integram a equipe técnica Tatá Ferreira (direção de produção e catering), Guilherme Schmitt (direção de fotografia), Marta Pollyana (direção de arte e figurino), Murilo Franco (figurino e maquiagem), Igor Lucena (montagem e edição), Toni Silva (som, mixagem e trilha sonora), Édson Albuquerque (still), Nico da Costa (animação de abertura), Tarciana Gomes (fotos de revistas), além de Igor Lucena e Tatá Ferreira na figuração.
A assessoria de imprensa e comunicação é assinada por Emiliano Gomes.

Siri na Lata foi realizada por meio da Lei Aldir Blanc, com recursos do FMC – Fundo Municipal de Cultura, Funjope – Fundação Cultural de João Pessoa, Prefeitura de João Pessoa, Secretaria Especial de Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal. O projeto conta ainda com o apoio institucional do Espaço Cinema Passeio e da João Pessoa Film Commission.

Sinopse
Siri na Lata é uma websérie de sete episódios curtos que acompanha Íris, uma atriz que se recusa a aceitar o próprio anonimato.

Sem palco, sem dinheiro e com uma autoestima perigosamente alta, ela cria um canal no YouTube onde transforma a própria vida em espetáculo, misturando lembranças, exageros e versões muito convenientes de si mesma. Quando um vídeo viraliza, Íris finalmente sente o gosto da fama e não pretende largar mais.
Com humor ácido, Siri na Lata é um retrato da solidão, da fabulação e da busca por reconhecimento em tempos de hiperexposição.

Serviço
O quê? Estreia da websérie Siri na Lata
Quando? 9 de julho
Onde? Espaço Cinema Passeio, João Pessoa
Streaming: Canal Siri na Lata no YouTube (lançamento dos episódios conforme cronograma oficial)
Quanto? Gratuito

Cely Farias fala sobre Íris, reconhecimento e os desafios da protagonista
Quem é Íris e por que o público vai se identificar com ela?

“Íris é uma atriz que enfrenta um momento delicado da vida e precisa encontrar novas formas de seguir em frente. Ao criar um canal no YouTube, ela enxerga uma oportunidade de conquistar o reconhecimento que sempre sonhou.

Ela representa o desejo que muitos artistas e profissionais têm de serem vistos e valorizados pelo que fazem. Ao mesmo tempo, por trás da personagem existe uma mulher que lida com inseguranças, dificuldades financeiras, frustrações nas amizades e desafios nas relações afetivas.

Acho que o público vai se identificar justamente porque Íris tenta mostrar uma vida perfeita enquanto enfrenta batalhas muito parecidas com as de qualquer pessoa.”

Em algum momento você se viu refletida na busca por reconhecimento vivida pela personagem?
“Como artista, acredito que todos nós desejamos que nosso trabalho encontre o público. Mais do que fama, buscamos reconhecimento pelo que construímos. Nesse sentido, me identifico com Íris. Embora nossas formas de enxergar esse reconhecimento sejam diferentes, existe um desejo comum de ver nosso trabalho alcançar as pessoas.”

O que você espera que o público leve consigo após assistir à série?
“Espero que o público se divirta, ria e acompanhe a jornada de Íris com carinho. Mas também desejo que a série provoque uma reflexão sobre o quanto, hoje, muitas vezes confundimos visibilidade com valor pessoal.
Vivemos em um tempo em que a necessidade de aprovação está muito presente. Se Siri na Lata conseguir fazer as pessoas pensarem um pouco sobre isso, além de entretê-las, acredito que já terá cumprido um papel muito importante.”

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