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Marcas baianas autorais ganham visibilidade nacional em um dos álbuns mais aguardados do ano da cantora, o Equilibrivm II
O feito à mão deixou de ser coadjuvante em feiras sazonais para ocupar palcos, passarelas e produções audiovisuais de grande alcance. O lançamento do Equilibrivm II, um dos álbuns mais aguardados do ano, escancarou essa virada: marcas autorais baianas foram escolhidas para vestir a cantora Anitta em clipes, campanhas e performances, transformando o projeto musical em vitrine do artesanato baiano.
A curadoria de looks do álbum priorizou marcas com trajetória em técnicas artesanais tradicionais, três delas com raízes na Bahia e conexão direta com o Projeto Mãos da Moda e o Artesanato da Bahia.
ATELIÊ MÃO DE MÃE (BA)
Para anunciar o lançamento de Equilibrivm II, a artista escolheu um look todo de crochê vermelho com amplo decote nas costas, desfilado originalmente no SPFW por Marina Sena. A marca baiana também aparece em outros momentos do álbum. Em “Sal Grosso”, por exemplo, a cantora veste um top artesanal adornado com cabaças, elemento recorrente na pesquisa estética do Mão de Mãe.
ADRIANA MEIRA (BA)
Resultado de meses de desenvolvimento dentro do Projeto Mãos da Moda, iniciativa da Nordestesse em parceria com a Riachuelo, o vestido de Adriana Meira, originalmente apresentado no DFB Festival, foi um dos principais destaques da divulgação de Equilibrivm II. Reconhecida pelo trabalho que combina técnicas de patchwork em linho, jeans e algodão, Adriana trabalhou pela primeira vez com tule no vestido que aparece em “Sem Pressa”, ampliando seu repertório técnico sem perder a identidade.
SOMOS DUA (BA)
Fundada em 2018, a marca de acessórios soteropolitana aparece em vários momentos de Equilibrivm II, caso dos clipes “Feitiço” (parceria com Mart’nália), “Beija-Flor”, “Divino Sexual” e “Deus Mãe”, faixa em que a cantora divide a cena com a própria mãe. As peças fazem parte da coleção apresentada pela marca no Projeto Mãos da Moda e têm como principal referência estética e simbólica a Irmandade da Boa Morte, tradicional confraria formada por mulheres negras em Cachoeira (BA).
O Mãos da Moda, idealizado pela Nordestesse em parceria com o Riachuelo Lab e o Artesanato da Bahia, é o principal motor institucional dessa virada. A iniciativa conecta estilistas autorais a grupos artesanais do Nordeste, mobilizando técnicas como bordado, crochê, renda, tear, cestaria e couro, saberes transmitidos entre gerações que agora ganham escala e visibilidade sem perder a essência.
Na primeira edição, oito marcas da Bahia e da Paraíba passaram por cocriação com comunidades artesãs locais. O resultado foi apresentado no Dragão Fashion Brasil 2026, um dos maiores eventos de moda autoral do país, e celebrado em uma campanha nacional da Riachuelo.