Recepção da CASACOR Bahia mostra fé através da arte aos visitantes da mostra

Foto: Carla Macedo

Arquiteta celebra Santa Dulce dos Pobres e conta trajetória pessoal nas OSID

Quem entra na CASACOR Bahia deste ano, na Casa Nossa Senhora das Mercês, embarca numa viagem rumo ao sagrado e que começa desde os primeiros passos. A arquiteta Carla Macedo, responsável pelo ambiente Recepção e Bilheteria, mostra mais do que arte sacra em seu amplo espaço. Assim, ela compartilha uma parte de sua vida ao homenagear, no mês de agosto, Santa Dulce dos Pobres. Além da fé, Carla possui uma trajetória com o legado do Anjo Bom da Bahia.

Sobre as imagens
O ambiente, dividido em três espaços, conta com duas imagens sacras de barro, obras provenientes de Maragogipinho. A Santa Dulce dos Pobres tem 15 cm de altura e foi feita pelo santeiro João Santana. Já o Santo Antônio, que mede 60 cm, é criação do Sr. Emanuel. A modelagem manual confere às peças as características próprias de seus autores, tradicionais santeiros de Maragogipinho, unindo riqueza de detalhes e delicadeza das formas.

História de Carla Macedo com as OSID
A arquiteta relata sua experiência com emoção e orgulho. “Comecei a trabalhar nas Obras Sociais Irmã Dulce ainda muito jovem, poucos anos após sua partida. Ao longo dessa trajetória, tive o privilégio de participar ativamente e acompanhar importantes transformações da instituição, desde a modernização dos serviços de saúde até as intervenções que culminaram com meu projeto na consagração do Santuário de Santa Dulce dos Pobres”, detalha Carla.

Ela continua, citando a importância para sua formação profissional, principalmente na área hospitalar. “Foi lá que nasceu minha especialização em arquitetura para a saúde. Aprendi que projetar hospitais vai muito além da técnica. É compreender que cada decisão de projeto pode acolher, aliviar e cuidar de quem mais precisa”, pontua. Santa Dulce deixou um legado que me transformou profissionalmente, mas também humanamente e espiritualmente.”

“Nesta CASACOR, faço uma homenagem silenciosa a essa história. A pequena imagem em barro, moldada pelas mãos de um artesão da nossa terra, representa a simplicidade, a força e a beleza do essencial. De certa forma, ela também representa uma parte de mim”, finaliza.

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