Foto: Íris Brito Lopes
Festival apresenta espetáculos, oficinas, mesas temáticas, shows e feira empreendedora, ocupando 07 espaços culturais e 05 escolas públicas de Salvador
O ÌYÁ’S – Festival de Arte de Mulheres Negras (@festivaliyas) dá continuidade à programação de sua 6ª edição com uma agenda que reúne oficinas, espetáculos, mesas temáticas, exposições, feira de empreendedoras negras, literatura, performances e apresentações musicais em diferentes espaços de Salvador. O festival segue até o dia 15 de agosto promovendo encontros entre artistas, estudantes e público.
Com o tema “O pulsar de vida das mulheres negras que acolhem e guerreiam!”, o festival reafirma seu compromisso com o fortalecimento da produção artística de mulheres negras e a valorização de suas trajetórias, saberes e modos de criar.
O festival acontece no Teatro Martim Gonçalves, Espaço Cultural da Barroquinha, Espaço Cultural Alagados, Espaço Xisto Bahia, Casa da Música de Itapuã e nos Espaços Boca de Brasa (Centro e Valéria). Os espetáculos e shows estão disponíveis no sympla com ingressos que variam entre gratuitos e R$ 20. As oficinas e mesas temáticas são gratuitas. A programação completa está disponível no link: https://linklist.bio/festivaliyas
Arte, Educação e Comunidade: ÌYÁ’S movimenta diferentes territórios da cidade
A programação do ÌYÁ’S – Festival de Arte de Mulheres Negras continua nesta segunda-feira (10), com quatro oficinas realizadas em escolas públicas de Salvador. Pela manhã, a Escola Estadual Manoel Devoto, no Rio Vermelho, recebe as atividades “Criação de rede de apoio a mulheres em vulnerabilidade afetiva”, com Manu Moraes, e “Dança e Travessia”, com Maju Passos. À noite, a Escola Municipal Deputado Gersino Coelho, em Narandiba, recebe as oficinas “Memória do EU’s”, com Eddy Veríssimo, e “Teatro e Afeto: individualidades por meio da arte”, com Jéssica Sampaio.
Na terça-feira (11), o festival segue para a Escola Estadual Naomar Alcântara, em Cajazeiras, onde serão realizadas as oficinas “Erguer a voz”, com Karla Calasans, e “Experimentação sobre a dança Afro”, com Beatriz Santos. À noite, a programação artística chega ao Espaço Cultural da Barroquinha com a abertura da exposição “Sobejo: memória de uma década”, de Eddy Veríssimo, às 18h, seguida, às 19h, pelo espetáculo de dança “Reboco”, da Cia da Mata. A obra aborda processos de construção da identidade por meio de memórias, vivências e histórias entrelaçadas, valorizando a cultura popular como território de memória, resistência e pertencimento.
Na quarta-feira (12), o Espaço Boca de Brasa – Valéria recebe, às 9h30, o espetáculo “Oji: A Arqueóloga do Futuro”, de Karla Calasans. A montagem conta a história de uma menina negra que decide resgatar e compartilhar narrativas africanas e afro-brasileiras ausentes do ambiente escolar. Às 14h, o Espaço Boca de Brasa – Centro recebe a mesa temática “Trajetórias da Mulher Negra Insurgente”, com Maju Passos, Manu Moraes e Jéssica Sampaio, sob mediação de Jane Santa Cruz. À noite, às 19h, o Espaço Cultural da Barroquinha apresenta “Abre a Roda que a Surda vai Sambar”, de Daisy Souza, espetáculo que aproxima o samba de roda da poesia surda e celebra a identidade de uma mulher negra, surda e periférica.
A quinta-feira (13) será marcada por atividades em diferentes territórios da cidade. Às 9h30, o Espaço Cultural Alagados recebe o espetáculo “Sin&Nhá”, de Carol Carvalho, que aborda as camadas do racismo estrutural e institucional vivenciadas por mulheres negras no mercado de trabalho. Às 13h, a Escola Municipal Maria Constança, em Mata Escura, recebe as oficinas “Reinscrições: cartografias afetivas entre memória, corpo e território”, com Alana Barbo, e “Cartas para Sin&Nhá”, com Carol Carvalho. À noite, às 19h, o Espaço Cultural da Barroquinha recebe “Antes feliz que mal acompanhada”, com Manu Moraes, montagem baseada em relatos de mulheres vítimas de violência doméstica e relacionamentos abusivos.
Na sexta-feira (14), às 9h30, será apresentado o espetáculo “Mariazinha” da Companhia de Artes Elementos, no Espaço Xisto Bahia. A obra é um chamado para olharmos as infâncias e juventudes hiperconectadas com atenção e generosidade. Às 14h, o Espaço Boca de Brasa – Centro sedia a mesa “Teatro de Guerrilha e protagonismo feminino negro”, com Daisy Souza, Beatriz Santos, Carol Carvalho e Alana Barbo, com mediação de Lucimélia Romão. Às 19h, o Espaço Cultural da Barroquinha recebe o espetáculo “SOBEJO”, de Eddy Veríssimo, que aborda a violência doméstica, a repressão e a submissão feminina a partir da trajetória de uma mulher marcada pelas agressões dentro do casamento.
O último dia do festival, no sábado (15), será dedicado a uma programação que reúne diferentes linguagens artísticas no Pátio Iyá Nassô e no Espaço Cultural da Barroquinha. A partir das 16h, o público poderá acompanhar o grafite “Raízes Ancestrais”, com Niiny Santos, e a Feira ÌYÁ’S, voltada para negócios de mulheres negras. A programação segue com o recital “Lewa”, de La Isla Lewa, e o Escreve ÌYÁ’S, com exposição de livros; a performance circense “Corpo em Chamas”, de Lua Barbosa; o espetáculo “Abebé” com Luana Gabriele da Cia Robson Correia.
A noite de encerramento segue com apresentação do espetáculo “Tento: Ato para incorporar memórias”, de Alana Barbo, às 19h. Já às 20h, acontece a Kizomba ÌYÁ’S, que reúne o show “Primavera em Mim”, de Itana Rosa, e “É de couro e madeira que faz tambor”, de Maku Ma Kixikanu – Mãos na Fé.
Este projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal repassados pelo Ministério da Cultura, e executados pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado.
SERVIÇO:
6º ÌYÁ’S – Festival de Arte de Mulheres Negras
Quando: 7 a 15 de agosto de 2026
Onde: Teatro Martim Gonçalves, Espaço Cultural da Barroquinha, Espaço Cultural Alagados, Casa da Música de Itapuã, Pátio Iyá Nassô, Espaços Boca de Brasa, Espaço Xisto Bahia e escolas públicas de Salvador.
Mais informações: @festivaliyas