Foto: Edgar Machado
A partir de 27/10, o festival ocupa teatros, ruas, praças e espaços culturais da capital com espetáculos e ações que reúnem artistas brasileiros e de países como México e Marrocos.
Já imaginou passar seis dias em contato com artistas de diferentes partes do Brasil e do exterior, sem sair de Salvador? Com opções para crianças e adultos, atividades gratuitas e espetáculos com ingressos a preços populares, pela manhã, à tarde e à noite, é exatamente essa a proposta da 17ª edição do Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia (FIAC Bahia), que ocupa sete espaços da capital baiana entre 27 de outubro e 1º de novembro, através de uma programação que cruza diferentes linguagens artísticas.
Para o público de Salvador, será a oportunidade de escolher entre dez montagens de teatro, dança e performance, com artistas da Bahia, de outros estados brasileiros, do México e do Marrocos, além de oficinas, residências artísticas, palestras-performances, encontros de reflexão crítica e lançamentos de livros. A abertura acontece no dia 27 de outubro, às 19h, no Teatro Martim Gonçalves, com “Puff”, criação da diretora Alice Ripoll e do dançarino Hiltinho Fantástico (RJ). O espetáculo carioca aproxima a dança contemporânea de expressões urbanas brasileiras e explora as possibilidades do corpo em movimentos que desafiam limites e reinventam formas de ocupar a cena.
“Puff” será o ponta pé inicial para que obras de diferentes linguagens artísticas se espalhem por espaços como Teatro Martim Gonçalves, Teatro Sesc-Senac Pelourinho, Teatro do Goethe-Institut, Museu de Arte Contemporânea, Instituto Cervantes, Espaço Cultural Alagados e o Largo do Campo Grande. Mas o Festival investe também em atividades formativas, que incluem oficinas gratuitas e a 11º Seminário Internacional de Curadoria e Mediação em Artes Cênicas, integrando o FIAC com palestras-performances, lançamentos de livros e encontros. A iniciativa busca aproximar artistas, pesquisadores, estudantes e público, e amplia a experiência para além do que acontece em cena e para os processos que tornam a criação artística possível.
O FIAC Bahia tem apoio financeiro do Governo da Bahia, por meio do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia. Parte da programação é gratuita, enquanto os ingressos dos espetáculos pagos custam entre R$15,00 (meia) e R$30,00 (inteira), podendo ser adquiridos na plataforma Sympla. As informações completas da programação estão disponíveis no site do festival: www.fiacbahia.com.br.
ALGUMAS PROPOSTAS DA PROGRAMAÇÃO:
Abertura do FIAC Bahia – A dança contemporânea encontra as danças urbanas brasileiras no festejado espetáculo carioca “Puff”, de Alice Ripoll e Hiltinho Fantástico. Classificação livre. Ingressos a R$ 15 e R$ 30. Dia 27/10, às 19h, no Teatro Martim Gonçalves.
Diferentes sotaques em cena – Ao longo dos seis dias, a programação artística do FIAC Bahia reúne trabalhos do Ceará, São Paulo, Rio Grande do Sul e Bahia, além de criações e pesquisas internacionais do México e do Marrocos. Assim, as montagens baianas “O Papeleiro”, “[RE]FLORESTA”, “Vermelho Melodrama” e “Fala, Ìbejì” convivem com “Puff” (RJ), “Josefina: uma peça-rato” (CE), “Tô fraco, tô fraco!” (SP) e “Instinto” (RS), além das propostas internacionais “Granulum – Laboratório de Reapropriação Sonora” (México) e “km de resistência” (Marrocos).
Teatro para diferentes gerações – Três espetáculos utilizam a linguagem infantil para falar de temas importantes:
• “O Papeleiro”, de Naiara Gramacho (BA), mistura teatro de sombras, atuação e audiovisual em uma reflexão sobre a relação atual das pessoas com a tecnologia. Dias 30/10, às 10h e 15h, e 31/10, às 15h, no Espaço Cultural Alagados. Classificação livre. Ingressos a R$ 15 e R$ 30.
• “Fala, Ìbejì”, montagem baiana da Cooxia Coletivo Teatral, será apresentada ao ar livre, misturando tradição oral, cultura popular, ancestralidade afro-brasileira e brincadeira em uma criação dedicada às infâncias. Gratuito. Dia 01/11, às 17h, no Largo do Campo Grande.
• “Tô fraco, tô fraco!”, da Companhia Azul Celeste (SP), utiliza o universo de um galinheiro para fazer crianças e adultos olharem para a importância de respeitarmos outras maneiras de ser, quando D’Angola experimenta na pele o que significa ser visto como diferente. Dias 29 e 30/10, às 15h, no Teatro Sesc-Senac Pelourinho.
Seminário Internacional – A 11º edição do Seminário Internacional de Curadoria e Mediação em Artes Cênicas aborda o tema das condições do trabalho artístico, através de formatos novos que fazem da própria cena um lugar para investigar questões contemporâneas. As atividades são gratuitas e acessíveis, com tradução em Libras. As palestras-performances acontecem nos dias 29 e 31/10, no Goethe-Institut, enquanto o lançamento de livros ocupa o Museu de Arte Contemporânea no dia 31/10, às 10h30.
Liquidificador de Mídias – Em sua sétima edição, o Liquidificador de Mídias – LDM 2026 se associa ao FIAC Bahia e traz sua plataforma de encontros que mistura exposição, oficina, performances e intervenções para dentro da programação do Festival. Em 2026, sob o título “Há presença?”, o LDM investiga o que significa estar presente em uma cena cada vez mais atravessada por telas, dispositivos, imagens, vigilâncias e novas formas de mediação. As atividades são gratuitas e acontecem de 29 a 31 de outubro no Museu de Arte Contemporânea da Bahia.
SERVIÇO:
FIAC Bahia 2026 – De 27 de outubro a 1º de novembro de 2026
Ingressos e mais informações:https://linktr.ee/fiacbahia
Instagram: https://www.instagram.com/fiacbahia/
Website:https://fiacbahia.com.br/