Kate Middleton anuncia remissão do câncer: entenda

Entre as finalidades do uso deste tipo de medicação, estão:

  • Quimioterapia curativa: na tentativa de curar o câncer completamente;
  • Quimioterapia neoadjuvante: feita antes ou associada a outros tratamentos, para deixá-los ainda mais eficazes. Aqui, o objetivo da quimioterapia é “encolher” o tumor para potencializar o efeito da radioterapia ou da cirurgia;
  • Quimioterapia adjuvante: feita após a cirurgia ou a radioterapia, como forma de evitar a recidiva (retorno) do câncer; e
  • Quimioterapia paliativa: Se a cura não for possível, a quimioterapia pode ser realizada para o alívio dos sintomas do câncer.

A médica lembra que os avanços científicos no combate ao câncer garantem atualmente um vasto leque de possibilidades para os pacientes oncológicos, que serão definidas a partir de avaliações do perfil da doença de cada indivíduo, de forma cada vez mais personalizada. “Precisamos lembrar que existe um arsenal de estratégias médicas possíveis, a maioria delas muito avançadas e com altas taxas de cura. Cirurgia, quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e terapias alvo são alguns dos pilares de tratamento que mudaram o panorama de uma doença que, no passado, já foi tão temida”, comenta.

Para Mariana Laloni,  mesmo com os avanços e casos de cura, ainda existe um grande desafio em desmistificar o diagnóstico de câncer e tratamentos para a doença, bem como ressaltar que a jornada de cuidado demanda tempo e paciência. Por isso, a especialista enfatiza que é essencial que após o encerramento do ciclo de tratamento, os pacientes mantenham a rotina de consultas e exames periódicos para controle.

Panorama global do câncer

Atualmente, considerando uma prevalência de 5 anos da doença, a OMS informa que aproximadamente 53,5 milhões de pessoas estão vivendo com câncer em todo mundo, sendo que 1,6 milhão delas está no Brasil – um número que, conforme as perspectivas da entidade, seguirá crescendo.

As projeções indicam uma tendência de elevação dos índices mundiais de detecção do câncer, chegando ao patamar médio de aumento de 77% em 2050 quando comparado ao cenário registrado em 2022, com 20 milhões de novos casos da doença. Isso significa que nas próximas décadas uma a cada 5 pessoas terá câncer em alguma fase da vida.

Em 2022, 10 tipos de câncer representaram dois terços dos novos casos e dos 9 milhões de óbitos decorrentes da doença. O de pulmão foi o mais comum em todo mundo, com 2,5 milhões de diagnósticos (12,4% do total), seguido do câncer de mama feminino (2,3 milhões, ou 11,6%), colorretal (1,9 milhão, 9,6%), próstata (1,5 milhão, 7,3%) e estômago (970 mil, 4,9%). Globalmente, tumores de pulmão (18,7%), colorretal (9,3%) e fígado (7,8%) foram as principais causas de óbito pela doença.

No Brasil, dos 1.634.441 pacientes oncológicos em 2022 — incluindo os novos casos e aqueles diagnosticados em cinco anos —, 278.835 morreram, principalmente de tumores de pulmão, mama feminino e colorretal. As três maiores incidências foram próstata (102.519), mama feminino (94.728) e colorretal (60.118). O risco de desenvolver qualquer tipo de câncer no país antes dos 75 anos foi de 21,5%, sendo maior (24,3%) entre os homens.

Considerando a previsão de novos casos em 2050, o Brasil deve registrar 1,15 milhão de novos casos, um aumento de 83,5% em comparação a 2022. As mortes por câncer também devem ter um aumento considerável: 554 mil, 98,6% a mais do que o atual volume registrado de óbitos pela doença no país.

Confira a seguir os principais dados do GLOBOCAN 2022, levantamento mais recente da OMS sobre o Câncer:

Mundo:

–       Número de novos casos de câncer: 19.965.054

–       Número de mortes: 9.736.520

–       Número de prevalência de casos da doença (5 anos): 53.490.304

–       Top 3 por incidência:Pulmão, Mama e Colorretal

–       Top 3 por letalidade: Pulmão, Colorretal e Fígado

–       Número de novos casos previstos para 2050: 35 milhões

Brasil:

–       Número de novos casos de câncer: 627.193

–       Número de mortes: 278.835

–       Número de prevalência de casos da doença (5 anos): 1.634.441

–       Top 3 por incidência: Próstata, Mama e Colorretal

–       Top 3 por letalidade: Pulmão, Colorretal e Mama

Foto: Reprodução/Instagram/@princeandprincessofwales

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