Internação de Kaique Cerveny reacende alerta sobre saúde do fígado entre jovens atletas

Hepatologista explica como hepatite A, uso de suplementos e esforço físico intenso podem afetar as enzimas hepáticas e causar danos silenciosos ao fígado. Foto: Reprodução

A internação do atleta de crossfit Kaique Cerveny, de 26 anos, noivo da cantora Juliette Freire, gerou repercussão nas redes sociais, recentemente, após ele relatar, diretamente do hospital, que precisou de cuidados médicos devido a alterações nas enzimas do fígado. “Internei ontem com algumas enzimas do fígado bem altas… sigo bem, mas ficarei de olho alguns dias”, escreveu Kaique em seus Stories no Instagram, acendendo o alerta sobre a importância de monitorar a saúde hepática, mesmo entre pessoas jovens e aparentemente saudáveis.

As enzimas hepáticas, quando elevadas, sinalizam que há algum grau de inflamação ou dano nas células do fígado. Essa alteração pode ter diversas causas, desde quadros virais leves até o uso de medicamentos e suplementos, ou mesmo exercícios físicos muito intensos. Segundo o hepatologista Pedro Falcão, é fundamental investigar cuidadosamente o que está por trás desses níveis alterados. “A elevação das enzimas não deve ser ignorada, mesmo quando o paciente está sem sintomas. Pode indicar desde uma infecção viral aguda, como a hepatite A, até reações hepáticas ao uso de suplementos ou anabolizantes”, explica o especialista.

A hepatite A, apesar de ser considerada uma infecção autolimitada na maioria dos casos, tem registrado surtos em várias regiões e pode acometer adultos com quadros mais sintomáticos. “É uma doença transmitida via fecal-oral, e em adultos jovens ela pode causar febre, mal-estar e elevação importante das enzimas hepáticas. Por isso, a vacinação é uma medida preventiva fundamental”, alerta o especialista.

Além disso, o uso indiscriminado de suplementos, muito comum entre praticantes de musculação e esportes de alta performance, também pode sobrecarregar o fígado. Produtos com alta concentração de proteínas, termogênicos e substâncias para ganho de massa muitas vezes não têm regulamentação adequada ou são utilizados sem acompanhamento profissional. “Nem todo suplemento é inofensivo. Muitos contêm compostos que exigem metabolismo hepático intenso ou que podem ser tóxicos ao fígado em altas doses. É essencial usar com orientação médica e realizar exames periódicos”, reforça o hepatologista.

Apesar da boa recuperação de Kaique, o caso serve como um lembrete sobre os cuidados com a saúde do fígado, que muitas vezes só apresenta sinais quando já há comprometimento funcional. Para Pedro Falcão, a conscientização é a melhor aliada. “O fígado é um órgão silencioso. Precisamos olhar para ele com mais atenção, especialmente em populações jovens, que estão expostas a fatores de risco como suplementação exagerada, dietas extremas e infecções preveníveis”, conclui.

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